quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Da tempestade que está chegando





... porque eu queria que a Italia fosse linda como em meus sonhos todos os dias para mim...
mas isso aqui é vida real, bebê

Fotos feitas em setembro na Emilia Romagna.  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica [gordinha] em Milão

Para voce que pretende passar por aqui, tenho uma dica gordinha importante para passar: atras da Piazza Duomo, voce encontra essa espécie de lanchonete, chamada Luini, onde sao vendidos os panzerotti. Nada mais sao do que salgados, parecidos com pastéis, (tem também as versoes doces) com diversos recheios saborosos. Eu nao teria botado fé, até ver o tamanho da fila em frente ao local, que nao tem nem lugar pra sentar, mas realmente oferece delicias maravilhosas, nao caras, bem no centro de Milão. Aprovadissimo!



Vai la: Panificio Luini via S. Radegonda 16, Milano-Italy

domingo, 20 de novembro de 2011

Orgulho!

Alessandra Ambrosio e Adriana Lima matando a brasileirada de orgulho no desfile da Vicoria's Secret em New York.

sábado, 19 de novembro de 2011

Das visitas especiais

Quem já leu Como tudo começou sabe que, por muito tempo, o plano de vir à Italia incluía também duas amigas: a Dani e a Xenia. Muita coisa aconteceu desde a época em que estudamos italiano juntas e cada uma seguiu a sua estrada. Mas, como mesmo totalmente mergulhadas na vida adulta, conseguimos manter a amizade à distancia, os planos sofreram alterações, mas nunca deixaram de existir e, em setembro, eu finalmente recebi a visita da Dani e do marido, Bruno. 

Receber visitas é uma das coisas que me deixam mais feliz desde que eu vim morar aqui. Não so porque reconheço que é muito raro, caro e complicado atravessar o oceano, mas porque também, depois de tanto tempo longe de todo mundo, sempre fica a sensação de estar perdendo mil momentos importantes junto às pessoas que realmente gosto e que a consequência possa ser o esquecimento de alguma delas (snif!). 

Felizmente, meus amigos me dão sempre mil demonstrações de se lembrarem de mim, mas também de quererem, mesmo de longe, participar da minha vida, me incluir na deles e me mostrar que não são 2 anos e meio distante que vão apagar tudo que já vivemos juntos. 

A visita durou bem pouquinho, mas o suficiente para dar um pouco de carga nesse coração saudoso
(Mas so até dezembro, gente! Senão, vou pirar sem ver família e amigos!!)
A seguir, fotos do nosso tão planejado e esperado encontro italiano:

Nos nas Colunas de Sao Lourenço e na Piazza Duomo, de frente à Galeria Vittorio Emanuele.

Todo mundo feliz!

A famosa pizza napoletana e la birra italiana.

Hummmmmm...

Petit Gateau, versão italiana.

Um dos melhores doces italianos, o tiramisu. Versão gorda de Nutella.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A fotografia de Rebeca Cygnus

Faz tempo que nao apresento ninguém legal pra voces no campo da fotografia, né? Hoje vim mostrar a Rebeca Cygnus, nascida em 1991, em Madrid. Suas fotos tem sempre essa atmosfera surreal, linda de ver, e acabam contando muitas historias. Assim, toda a paixao que a mocinha diz ter pela fotografia fica mesmo evidente.






segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Em ruínas


"Um amigo me levou para o lugar mais incrível no outro dia, chamado o Augusteum. Otávio Augusto construiu para abrigar seus restos mortais. Quando os bárbaros vieram destruíram com tudo. O grande Augusto, o primeiro grande imperador de Roma. Como ele poderia ter imaginado que Roma, o mundo inteiro de que ele tinha conhecimento, estaria em ruínas. É um dos lugares mais silenciosos e solitários em Roma. A cidade cresceu em torno dele ao longo dos séculos. Ela se sente como uma ferida preciosa, uma mágoa que você não vai deixar para trás porque dói muito. Nós todos queremos que as coisas continuem as mesmas. Acomodados a viver na infelicidade, porque temos medo de mudança, de as coisas se desintegrando em ruínas. Então eu olhei em volta para este lugar, para o caos que tem sofrido – o caminho que tem sido adaptado, queimado, pilhadas e que mesmo assim encontrou uma maneira de construir-se novamente para cima. Então fiquei mais tranqüila, talvez a minha vida não tem sido tão caótica, é apenas o mundo que é, e a verdadeira armadilha é se apegar a quaisquer delas. A ruína é um dom. A ruína é o caminho para a transformação.”


Trecho do livro Comer, rezar e amar de Elizabeth Gilbert

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Turismando em Cinque Terre

O verão esse ano durou um pouquinho mais e foi a conta exata de cumprir mais um roteiro que eu ja tinha em mente desde que vim morar na Italia, mas nunca tinha insistido tanto na ideia quanto insisti esse ano.


Roteiro famoso entre os turistas que vem visitar a Italia de junho a setembro ou aqueles que escolhem o pais para a viagem de lua de mel, as Cinque Terre são cinco cidadezinhas (Riomaggiore, Corniglia, Manarola, Vernazza e Monterosso) construidas sob as montanhas da Liguria, em terras íngremes de frente a um mar transparente e um cenario totalmente surreal.

Desde 1997, o Parque Nacional das Cinque Terre é território protegido da UNESCO. Durante o verão, torna-se impossível acessar a area de carro. Opte pelos trens. Eu comecei o meu roteiro partindo de La Spezia. Segui a Via dell'Amore e fiz a trilha 2 por entre as montanhas.



Foram quilometros e quilometros em um visual espetacular. Até nos perdemos pela trilha 6 e 7 e fazermos ainda mais quilometros em vão. Hahaha! Nem liguei....

Na verdade, como um pedaço da trilha 2 havia desmoronado e estava fechado desde maio, foi preciso fazer um pequeno desvio, que se tornou enorme sem percebermos. Nada que não faça bem à saúde!

Romantismo por todas as partes, seja nos cadeados que levam nomes de casais fechados às grades, sejam nos corações ou até mesmo nas pichações nos muros.

Por cada vilarejo que passamos, cenas típicas italianas: varal e terceira idade pra todo lado, arquitetura adaptada às montanhas, as cores do verão em pleno outubro e a atmosfera da dolce vita...

Se voce nao quiser caminhar tanto, tem sempre a opção de pegar o trem de uma cidadezinha a outra, mas o detalhe é que assim voce perde o melhor da historia: o visual incrível entre vegetação e mar.


Haja fôlego para tanta subida. So nesse trecho, para chegar a Corniglia foram 382 degraus. Minha panturrilha manda um beijo!


Após nos perdemos e caminharmos cerca de 6 km, não conseguimos completar todo o percurso a pé e optamos por pegar o trem até a próxima cidade, Monterrosso, para nao deixar de ve-la mesmo que de noite. E posso garantir que valeu a pena!


Atualmente, a região esta sofrendo duramente as consequências do período de chuvas e eu sinto muitíssimo pelas pessoas que estão perdendo seus parentes e suas casas, além da destruição de um cenário tão lindo como esse. Esperamos que tudo isso acabe logo e que as Cinque Terre possam voltar a ser plano de fundo para momentos de romantismo, diversão e alegria novamente.