segunda-feira, 7 de março de 2011

A Diaba veste Ralph Lauren III: A rainha no showroom


Dias desses, quando eu ainda trabalhava no showroom (ok, meeeses atrás), cheguei bem cedo ao trabalho e notei uma agitação geral por parte dos funcionários como eu. Demorou um pouco até eu descobrir que se devia à tão esperada presença da rainha da Dinamarca naquela manhã. 

Quando ela chegou, confesso que tive uma certa dificuldade em reconhecê-la pelos seguintes motivos: ela não usava uma corôa, não era loira, não era chiquérrima e nem apresentava aquele ar de realeza de quem tem o rei dentro da barriga. Estava vestida de maneira simples, falava sem arrogância e tratava bem modelos e funcionários. Tudo bem que não era a rainha da simpatia, mas ser educado já é o máximo em um ambiente em que os clientes, muitas vezes, fazem competição em antipatia e frescura. Além disso tudo, ela não se acabou em compras, mas também não deixou a desejar, satisfazendo geral as milhares de vendedoras que a circundavam =D

Mas o mais curioso de tudo é que todas nós ficamos a sua completa disposição, e todas nós quer dizer: todas as modelos, todas as “vestieriste” como eu, diversas vendedoras e também toda a equipe de merchandising da Ralph Lauren. Os “pobres clientes comuns”, coitados, tiveram de esperar que as peças de roupa e modelos se liberassem para poder escolher alguma coisa. Enquanto ela era tratada realmente como uma verdadeira rainha. Visto que todas pagam na mesma moeda fiquei me perguntando: é justo?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ser jornalista [fora do Brasil]

Muita gente tem me escrito com dúvidas sobre como estudar na Itália, como conseguir uma bolsa de estudos, como é viver por aqui, como exercer a profissão de jornalista na Itália, etc... Então vou tentar, sempre que possível, escrever mais sobre a minha experiência. Não sou nenhuma especialista no assunto, gente, então vou expor somente o meu ponto de vista a partir de como aconteceu comigo. É lógico que cada caso é um caso e, com você pode ser tudo muito diferente do que foi comigo. Então, encaremos tudo como um simples relato. Vou começar, como vocês já leram no título, pela profissão de jornalista.


Ser jornalista quer dizer gostar de escrever, saber e escrever e, principalmente, escrever bem. Quando você decide mudar de pais, quer dizer que voce é capaz de fazer tudo isso em outra língua, além da sua, senão caberá a você, abandonar a profissão. Mesmo que você migre já contratado por algum veículo de comunicação que, nesse caso, lhe mandará como enviado especial ou correspondente internacional, você vai precisar dominar o idioma para buscar informações, entrevistar pessoas, ler outras matérias, livros e “traduzir” tudo isso, seja no idioma local ou na língua materna.

Jornalista tem que dominar línguas e não tem muito como escapar disso. Tem que correr atrás, deixar a preguiça de lado, se empenhar e não ter medo de aprender, de descobrir e de desbravar novos caminhos. Conhecimento nunca é perda de tempo e, por mais que pareça improvável, um dia sempre serve pra alguma coisa.

No meu caso, graças a uma bolsa de estudos, fiz um bom curso de italiano, durante cinco anos. Hoje eu poderia dizer que foi pesado acordar cedo todos os sábados, pegar dois ônibus, atravessar a cidade, assistir 4 horas de aula, gastar o dinheiro que eu não tinha para almoçar fora, pegar mais dois ônibus, atravessar a cidade de novo e chegar em casa tendo “perdido” metade do meu sábado, durante anos. Mas a verdade é que não foi pesado. Eu trabalhava, estudava e namorava. Tinha mil opções e convites para me divertir aos fins de semana. Mas ao invés disso, eu preferia ir a aula, e em um determinado semestre desses tantos fui a única aluna 100% presente, simplesmente porque me apaixonei pelo idioma, pela cultura italiana e queria saber me comunicar bem. (E não somente me fazer entender, pois sou daquelas que se envergonham em falar errado, e sempre busquei falar de maneira correta o português). Enfim, peguei gosto pela coisa e um pouquinho de paixão pode fazer toda a diferença.

O problema foi que, do período em que terminei o curso, até quando ganhei consegui a bolsa para fazer o mestrado em Milão, passaram-se 5 anos e confesso que meu italiano estava mais que enferrujado, mesmo buscando, sempre que possível, manter o contato com o idioma batendo papo na internet com meus amigos virtuais italianos, ouvindo músicas, assistindo filmes... Quando cheguei à Itália e fui diretamente conhecer parentes italianos e assistir as aulas do mestrado, nos primeiros dias sofri um choque: para habituar o ouvido, para pegar um pouco de fluência, para perder a timidez.... E foi preciso ler muito em italiano, ver muita TV, prestar atenção na fala dos outros, comprar muito livro, gramática, dicionário e vocabulário para conseguir escrever toda a tese em italiano, fazer provas orais.

Mesmo assim, nunca me senti capaz de exercer realmente a profissão aqui na Itália (e não entremos nem mesmo na questão racismo e preconceito europeu. Nem no quanto foi difícil e demorado arrumar emprego em meio à crise em que a Itália está). Hoje trabalho em uma agência de comunicação escrevendo muito, traduzindo e aprendendo ainda mais. Na verdade, o meu ramo nunca foi tv e radio (ainda bem, porque acho que seria ainda mais complicado exercê-lo em outra lingua, não havendo contatos e tendo sotaque estrangeiro). Mas sim comunicação empresarial, internet, jornal impresso e revista. O que quero dizer é que as diferenças podem ser inúmeras quando se trata de jornalismo fora do nosso país. Lembro-me que quando peguei o primeiro jornal no metrô de Milão, fiquei indignada e tive a sensação de que estava tudo errado na estrutura da notícia, no respeito à ética e ás leis e a tudo aquilo que aprendi na faculdade. Por exemplo, nos jornais daqui, costuma-se fazer o maior "nariz de cêra" antes de chegar realmente à informação (ou seja, enrolar, encher linguiça, uma espécie de super introdução ao assunto) e, no Brasil, aprendemos que no lead (primeiro parágrafo da notícia) deve conter todas as informações relevantes da notícia (o quê, quem, como, onde, quando e por quê) e após lê-lo, você pode decidir continuar ou não, de acordo com o seu interesse pela notícia, mas o mais importante, você já teve acesso somente pelo lead. Tudo bem, com o tempo, eu entendi que com certeza existem mil particularidades que não querem dizer exatamente que sejam erradas, mas são simplesmente diferentes em cada país e, pra entender melhor o jornalismo aqui, ou me enquadrar, talvez eu deveria ter me formado na Itália.

Outro exemplo de diferença é que no Brasil não noticiamos casos de suicídio e aqui praticamente todo dia é noticiado. Além disso, na tv, tem uma coisa que me incomoda MUITO: os jornalistas trabalham com tudo anotado em um papel amassado e abaixam a cabeça (mostrando a careca, várias vezes, por minutos intermináveis). Eu não sei porque, mas um TP deve custar muito caro na Itália, né? Sem falar que, ao menos no jornalismo televisivo brasileiro, o figurino é totalmente adequado (sem decotes, maquiagem, penteados, brilhos e acessórios exagerados). É tudo alinhado no melhor padrão-Globo-de-qualidade. Já aqui, é praticamente um desfile de moda vulgar: assusta até os mais moderninhos liberais!

Outra questão importante é que para exercer o jornalismo na Itália, você precisa fazer a prova da Ordem Nacional dos Jornalistas, que eu não tenho nem idéia de como seja, mas somente através dela você terá o seu registro profissional.

Bom, espero ter esclarecido algumas dúvidas, mas não se baseie somente no que você leu aqui. Pesquise, informe-se, consulte outras fontes e entre em contato também com outras pessoas. Um bom jornalista nunca consulta somente uma fonte! ;-)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Meu look

Os presentes do meu aniversario ja começaram a chegar... Ebaaa! E o primeiro foi justamente o que eu mais PRECISAVA no momento: uma lente objetiva de 50 mm. Para testa-la, posei de modelo e fiz algumas fotinhas bem à toa aqui perto de casa... Espero que voces gostem! :)












quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[Turismando] Como


Como é uma cidadezinha a 50km de Milão, que oferece belas paisagens às margens de seu lago. É possível notar que o cenário já é bem menos italiano, pois a cidade faz fronteira com a Suiça e de lá é possível admirar os Alpes Suiços. É um ótimo roteiro para passar o dia, se você parte de Milão, além de baratinho, já que a passagem de trem custa em torno de 4 euros.
As principais atrações turísticas da cidade são o Duomo, uma das maiores catedrais da Lombardia, o Castelo Baradello, os passeios de barco pelo lago e o funicolar, em funcionamento desde 1894, leva a uma outra cidade, chamada Brunate, de onde é possível ver a panorâmica da cidade.
Um de seus moradores mais ilustres é George Cloney, que há uma casinha bem humilde de frente pro lago, onde mora com a feiosa namorada italiana, Elisabetta Canalis. 






terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gisele Bundchen para H&M

Eu achei foi muito linda!





Gisele, amiga, me conta como ter neném e parecer ainda mais jovem?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Inspiraçao para o quarto novo

Ontem foi dia de buscar inspiraçoes ao vivo no Ikea. Me apaixonei por essa cama e pela hipopotoma Maria, que eu  ja trouxe pra casa! O quarto deixei pra comprar semana que vem, quando eu FINALMENTE terei um quartinho novo: grande, silencioso e super central! Além de relativamente economico! =)
Com isso terei tempo de me decidir pelos moveis e de considerar promoçoes como as das ultimas duas fotos... oh duvida cruel...


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

[Turismando] Ilha Grande - RJ


Ilha Grande é uma das ilhas mais apaixonantes do Brasil. Mesmo sendo próxima a Angra dos Reis e a sua petrolífera, é uma região super preservada ecologicamente. Onde é possível encontrar uma rica vida marinha, entre cavalos marinhos, estrelas do mar, golfinhos, tartarugas marinhas e peixes das mais variadas espécies, cores e tamanhos. No interior da ilha, também é possível encontrar macacos bugio, jacarés e carangueijos que passeam pela mata atlântica. Mas é preciso dizer que se trata de um roteiro para quem tem o mínimo de espiríto aventureiro.

As pousadas e hotés se concentram na Vila do Abraão, onde também se concentram bares, restaurantes e campings. De lá saem barcos que te levam às praias mais paradisíacas e distantes, assim como aqueles que fazem a volta à ilha. Você também pode optar pelas trilhas e caminhadas pela mata e, partindo da Vila do Abraão, em duas horas e meia de caminhada, você chega a Dois Rios, uma praia linda onde, como o nome diz, o mar se encontra com dois diferentes rios. Alí, nesse lugarejo, está o presídio Colônia Penal Cândido Mendes e também a sede da UERJ, além da praia maravilhosa, extensa, de areia fina e água transparente. A dica é sair de Abraão bem cedinho para poder curtir a praia antes de enfrentar mais duas horas de meia de caminhada para voltar ao hotel antes de escurecer (mesmo porque o som que os macacos emitem nessa hora é um pouco assustador! Hauhauaha, morri de medo porque quis ficar mais tempo na praia e voltei no escuro sem lanterna #aiqueburra Passei medo, mas sobrevivi, gente! Isso que importa!). Nessa trilha, você encontra o Poço dos Soldados como brinde pelo esforço da caminhada e mil panarorâmicas indescritíveis, que mesclam mata atlântica e mar cristalino.

Outra praia que dá para chegar caminhando é Lopes Mendes. Porém, são três horas de caminhada e pede um pouquinho mais de fôlego. Se você não animar de exigir tanto assim de suas perninhas, pode pegar o barco que te deixa bem próximo a essa praia que é deslumbrante, reduto de surfistas e considerada uma das 10 praias mais bonitas do mundo. Seja qual for a forma de acesso, vale muito a pena, acredite!

Nos dias em que preferi dar descanso às pernas, e me recuparar para as próximas trilhas, fui a pé para as praias menores próximas a Abraão, como Abraãzinho e Areia Preta. São menores, aconchegantes e mais família. E também possuem a sua beleza.

Quanto aos passeios de barco, alguns são simplesmente indispensáveis e costumam incluir um roteiro que reúne os lugares mais deslumbrantes como Lagoa Verde, Lagoa Azul, Bananal, Caxadaço, Saco do Céu e Japariz. Por esse passeio, eu paguei cerca de R$ 40.

Mas a grande surpresa está reservada pelo lado oceânico da ilha, e eu só consegui acessá-lo comprando o pacote de “Volta à ilha”, que incluia paradas nas praias de Parnaioca (onde tem um rio com um balanço para se jogar na água, além de coqueiros, mata e água verde-incrível), Aventureiro (linda, quero morar lá pra sempre! Água azul turquesa e areia branquinha e muito fininha), Meros, Provetá, Araçatiba e também na Gruta do Acaiá, onde foi possível descer da barca e visitar a gruta. Por esse passeio de volta à ilha, paguei R$ 150.

A dificuldade em escrever sobre um lugar fenomenal assim está em explicar a beleza da transparência da água, da sensação de fazer snorkel e ver criaturinhas coloridas por todos os lados, de se sentir dentro de um documentário de National Geographic quando, por acaso, se encontra uma família de golfinhos atravessando o oceano ou uma tartaruga bem grandinha procurando comida na hora da janta. Tudo isso muito próximo à civilização, somente a “algumas” horas de distância da minha caótica Belo Horizonte.

Onde ficar: Pousada Ilha Grande
Rua do Bicão, 4 - Abraão - Ilha Grande

Onde comer: os restaurantes na beira da praia de Abraão e Abraãozinho não decepcionam ao oferecer nossos pratos típicos como arroz, feijão, bife e batatinha ou um peixinho frito ao limão. Hummmm... Ao lado da igrejinha de Abraão ha ma pizzaria que já não me lembro o nome onde comi uma pizza muito gostosa. O ponto fraco da vila é que, ao menos quando estive lá, havia somente uma sorveteria que cobrava os dois olhos por uma bola de sorvete.