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terça-feira, 17 de julho de 2018

[Micos da Cris] A namorada do chefe



Durante quase todo o período do meu master (e depois também), fiz trabalhos como garçonete em uma discoteca latino-americana em Milão. Na minha primeira noite ali, fui apresentada ao chefe. Quando ele se virou, os colegas me explicaram que a garota que trabalhava no caixa era sua namorada. Em um outro momento, ele veio até mim com ela. Estendi a mão e disse: "Muito prazer, Cristina". Ela apertou a minha mão e disse: Carina (que em italiano quer dizer bonita), então, eu sorri toda feliz e disse: "Muito obrigada!". Mas "Carina" era o seu nome e não um elogio para mim. Obviamente, só percebi o equívoco depois, quando já não sabia mais onde enfiar a minha cara.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diferenças culturais | Estudar na Itália

Muita gente me escreve perguntando como é estudar na Italia. Por isso, resolvi listar as principais diferenças culturais que encontrei fazendo o master em Milão. 


Horário integral
O meu curso de pós graduação, chamado de master na Itália, era realizado 3 vezes por semana em horário integral, com uma hora de intervalo para almoço. Muitos outros cursos de pós graduação têm aula todos os dias em horário integral, o que pode ser bem corrido e pesado já que, ao final do curso, são realizadas as provas de todas as matérias que, não têm necessariamente a ver com o conteúdo apresentado em sala de aula e são baseadas sim em livros que o aluno tem de ler paralelamente a todas as outras atividades (provas, projetos, estágios, etc). Isso quer dizer que, além do tempo de estudo na universidade, em casa ainda tem mais algumas horinhas de muita dedicação


Muitas matérias, muitos professores e poucos alunos
Os conteúdos são dividios em módulos  e muitos deles duram duas ou três aulas/dias. Depois disso, muda-se o modulo e mudam-se os professores. Ou seja, quando você está começando a se acostumar com a pessoa, ela não volta mais à sala de aula. E chega mais novidade.  
As turmas, geralmente, têm no máximo 30 alunos. A minha tinha somente 12 (mas que, na Itália, corresponde a 50, pois todo mundo fala junto, muito e alto. Ahaha!).


Tratamento formal
Professor é tratado sempre na terceira pessoa. Existe uma diferença bem grande no modo de tratamento entre aluno e professor e isso exige muita atenção na hora de conjugar os verbos. Além disso, incluem-se mais “por favor, com licença, com a sua permissão e me desculpe” como interlocuções. Tudo muito respeitoso e com o devido distanciamento.


Notas
As provas valem 30, a media é 18 e, se você for muito bem, pode tirar "30 e lode", que seria o nosso 10 com louvor. Ou seja, você brilhou, parabéns! Pode sambar!


Exames orais
As provas finais podem ser escritas e orais. Mas, quase sempre, a oral não falta. No meu caso, fiz prova oral de TODAS as matérias. Não tive a sorte de nenhum professor abrir mão dela. Funciona assim: o professor marca o dia e a sala, chama cada aluno na ordem em que preferir, alfabética ou não, e o aluno tem um tempo estipulado para desenvolver um argumento baseado nas perguntas do professor que, por sua vez, faz referencias aos livros recomendados previamente.
A prova é feita face a face com o professor e, geralmente, com toda a classe como plateia sentadinha atrás de você.  Em uma palavra? PÂNICO.
Eu nunca havia feito prova oral na universidade antes. É uma sensação alucinante ter que assimilar conteúdo, idioma e estabilidade emocional, já que é muito importante conseguir passar confiança.



Segunda chance, recuperação ou “appello”
Caso o aluno não consiga a média suficiente para passar (isola, batendo na madeira três vezes, por favor), pode marcar uma segunda chance nos próximos meses, de acordo com o calendário da universidade. E passar por tudo isso novamente.

Tese
Após as provas, o aluno prepara uma “tesi”, ou “tesina”. Nada muito grande. A minha foi de 30 paginas. Cada aluno tem um orientador à disposição, para auxiliar no desenvolvimento do tema, na disposição dos capítulos e nas eventuais correções.
Acho importante dizer que se tem de levar em consideração que escrever 30 paginas em linguagem acadêmica em outra língua é bem diferente de escrever em sua própria língua. E isso interfere diretamente no tempo de dedicação aos estudos e no nível de estresse físico e emocional da pessoa.
No final do curso, faz-se a apresentação final. O aluno fala por 15 minutos, (podendo contar com um suporte multimídia - videos, slides, etc),  e uma banca examinadora avalia e questiona o trabalho. Mais uma vez, os colegas compõem a plateia, acompanhados também de seus familiares e amigos.

 

Estágio obrigatório
O meu curso previa um estágio obrigatório de 3 meses. Na Itália, é difícil encontrar estágios remunerados. Eu tive sorte e fui bem exigente, pois: 1 – por principio, não trabalho grátis, 2 – estava bem longe de casa, pagando aluguel caro e me mantendo sozinha, portanto não podia me dar ao luxo de trabalhar grátis, nem mesmo se quisesse (mas eu não queria! Ahaha!), 3 – queria ter uma experiência realmente legal e coerente à minha área, 4 – não brinco em serviço! Ahaha!
A própria Università Cattolica di Milano oferece auxilio na busca por estágio e tem um setor responsável por isso. Eles tem contatos com as maiores marcas e também com alguns programas de tv, revistas e jornais. O pessoal desse setor oferece suporte na elaboração do currículo, da carta de apresentação e em toda e qualquer orientação vocacional, como já falei em post sobre o estágio que fiz na Ralph Lauren. Para saber mais sobre esse estágio, clica aqui!


Mais alguém passou por uma experiencia parecida e notou diferenças culturais? Conta ai nos comentarios! 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Morar em Milão: custo de vida


Uma das perguntas mais recorrentes por aqui é sobre o custo de vida em Milão. A cidade é uma das mais caras da Italia, mas é também aquela que oferece a melhor infra-estrutura. O transporte é de qualidade e os serviços, considerando o padrão italiano, também são uns dos melhores.

Uma cama (posto letto), num quarto dividido com outra pessoa, chamado de camera doppia, custa, em média, cerca de 350€. Um quarto individual (camera singola), a partir de 480€. Os alojamentos universitários (oferecidos por universidades como Bocconi, Politécnico, Statale, Cattolica e IULM)
também não custam pouco, cerca de 500€ por mês.

Vou dividir com vocês os meus gastos, mas vale lembrar que meu estilo de vida é um e o seu pode ser outro. O post é só mesmo para dar uma referencia.

Meu querido quarto na Casa Piola

Moradia
Dividindo o apartamento com duas amigas, cada uma com o seu quarto individual, em uma região boa (mas não nos arredores do Duomo, mais especificamente em Città Studi, parada Piola do metrô M2), o aluguel e o condomínio saem por 400€. Cerca de 10 a 20€ o metro quadrado.

Cozinha, banheiro e corredor da Casa Piola

Alimentação
Cerca de 200€ por mês. Vai depender muito do que você come e onde come, se em casa, em restaurante e quantas vezes por semana come fora.
Produtos frescos e da estação, geralmente, sao mais baratos. E a carne um pouco mais cara.


Uma das minhas perdições nesse pais: os queijos

Internet
40€ por bimestre.

Celular
De 10 a 20€ por mês. Com 250 minutos incluídos, 1Gb de navegação, com a operadora Wind.

Transporte
35€ ao mês para usar todos os meios de transporte dentro da cidade (metro, bondinho e ônibus). Vale muito a pena pagar mensalmente, usando a carteirinha ATM (transporte público milanes).

O transporte italiano, na estação Central de Milão

Saúde
A saúde publica é ótima! Mas não totalmente gratuita. Dependendo da consulta, da urgencia ou do exame há grande variação de preço. Para passar pelo seu clinico geral (medico di famiglia), é gratis, mas se ele te encaminhar para algum especialista pode ter custo. Nunca me aconteceu, mas eu precisei ir ao médico pouquíssimas vezes. Muitas vezes, um medicamento com receita teve um desconto enorme na farmacia, mas eu nao sei explicar porque. Sorry. (Alguém sabe?)
E apresentando o seu Codice Fiscale (o cpf italiano) pode-se reduzir no imposto de renda. #ficaadica

Viajar
Varias companhias low cost operam na Italia, como Rainair, EasyJet, Wizz Air, etc. E é possivel encontrar voos com preços realmente baixos (estamos falando de 5, 10, 15€ para outras cidades européias).
Dentre as companhias de trem as principais são Trenitalia e Italo. E o preço vai variar do destino final e da classe (primeira, segunda, executiva, etc) e do tipo de trem (regional, alta ou média velocidade).



Comprar roupas
Depende do que voce consome. A cidade é cheia de lojas fast fashion, como H&M, Zara, Pimkie, Pull and Bear, Promod, Bershka, Tally Weijl, etc. Onde voce acha uma infinidade de peças em torno de 10€.
Milão também oferece (e principalmente!) as melhores marcas do mundo como Prada, Armani, Gucci, Versace, Dolce &Gabbana, Louis Vuitton, Fendi, etc. Mas dai ja nao sei exemplificar os preços por motivos de: nunca tive condições. Ahaha!

Variáveis
Alguns custos variáveis não estão incluídos por aqui como taxas de lixo e aquecimento no inverno, pois depende muito da localização e do uso que voce irá fazer, mas não se esqueça de reservar algum capital para esses gastos também.

E aì, vocês acrescentariam alguma coisa?
Conta ai nos comentários!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

[Micos da Cris] De onde você é?


Eu havia acabado de chegar à Italia e as aulas não haviam começado ainda. Fui à universidade acertar algum detalhe e a coordenadora do curso resolveu me apresentar uma das outras estrangeiras do curso: Anna, uma russa. Para puxar papo, perguntei de onde ela vinha e ela me respondeu "Mosca", eu entendi "Moscova" (uma das paradas do metro em Milão) e respondi: "Então viemos de lugares próximos!" Todos riram com um ar de "claro que Russia e Brasil são mesmo muito próximos" e fiquei um tempo sem entender o porquê, mas Mosca em italiano, quer dizer Moscou.  
Quén quén quén quén quén...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vem, mas vem de peito aberto

Lecco, 2011

Há meses comecei a participar de alguns grupos no Facebook sobre brasileiros na Itália, na Europa, no exterior, etc, e, desde então, tenho observado todas as discussões que aparecem por lá. Tem um pouco de tudo, desde onde comprar couve até pedidos de ajuda, troca de informações, anuncio de aluguel e mais uma infinidade de coisas. Mas o que mais me chamou atenção é que quando compartilho algum post relacionado à Itália, com curiosidades culturais, lugares legais para conhecer ou situações engraçadas que já vivi desde que moro aqui, surge sempre alguém revoltado. Alguém contando experiências ruins, alguém magoado com o jeitinho nada delicado do italiano, alguém que talvez não tenha encontrado aqui o que esperava. Sei bem que a vida não é um mar de rosas e que, em algum momento, é normal que algo dê errado. A minha vida não é perfeita e a sua provavelmente também não é. Mas ao ler esse tipo de comentário, em que tentam rotular a Itália ou os italianos de alguma forma, eu fico profundamente magoada da mesma forma que fico quando alguém reclama do brasileiro ou do Brasil.

Detesto generalizações, mas mais que isso, acho que cada um vê aquilo que quer ver. E toda vez eu pergunto a mim mesma: será que essa pessoa realmente se preparou e se informou para estar aqui? Com que olhos ela está olhando a Itália?

Digo isso porque acho que ter tido um primeiro contato com italianos no Brasil (meus professores de curso) foi essencial. Ali mesmo entendi que alguns comportamentos, não são grosserias, mas simplesmente o jeito deles. E nisso tudo, ser de humanas e ter tido uma base de antropologia só me ajudou a não julgar precipitadamente certos hábitos. O que pode parecer normal para mim, também pode ser estranho aos olhos dos outros. Um exemplo simples é o ato de assoar o nariz em público que, no inicio, me incomodava muito. Mas depois de um tempo, comecei a concordar que mais nojento ainda é fungar, puxando a coriza pra dentro. Uma coisa que, além de nojenta, me deixava com uma baita dor de cabeça, quando estava gripada e repetia o ato várias vezes.

O bidê também era um mito. Algo que eu usava para lavar os pés, uma peça de roupa à mão, encher o balde, mas nunca para a finalidade para a qual foi criado. Mas depois que me rendi, não troco aquela sensação de refrescancia intima por nada, principalmente nos dias do ciclo.

A franqueza italiana também já me contaminou e, embora, como boa mineira que sou, eu ainda tente falar tudo de um jeitinho delicado que amenize certas situações, há momentos em que não tem jeito. Preciso dizer com todas as letras o que quero e o que não quero. Ninguém nunca morreu por isso.

O que que quero dizer é que quando você emigra disposto a entender as diferenças culturais que existem entre povos de outros países, provavelmente você vai aprender e amadurecer muito mais. Todos os nossos costumes fazem muito sentido para nós, mas não quer dizer que sejam "corretos" ou únicos ou que não existam outros tão legais quanto. E de uma coisa eu tenho certeza: tudo vai ser mais divertido, se você se permitir dar uma chance, seja para experimentar novos sabores, pensar de outra maneira ou correr o risco de fazer diferente. O mais difícil, que era sair do paìs e deixar tanta coisa pra trás, já foi feito. Agora falta só sair da caixinha. Garanto que vale a pena.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

[Micos da Cris] Xixi na universidade

Vida de estrangeira não é fácil. As pessoas falam uma coisa, você entende outra. Você vai ao supermercado comprar uma coisa e acaba não achando nada. Você pede uma informação, a pessoa responde e você continua sem entender. Você quer fazer uma californiana nos cabelos, mas o cabelereiro te faz luzes...
Bom, pensando bem, são inúmeras historias que eu teria para contar e, essa semana, no grupo de brasileiros na Itália, no Facebook, alguém perguntou sobre os micos que já pagamos por aqui. A cada resposta, um ataque de risos. Foi tão divertido conhecer as mancadas de cada um, que resolvi dividir as minhas com vocês, através dessa série.


O primeiro mico foi esse aqui:

Eu tinha acabado de chegar na Italia. Primeiro dia de aula, intervalo das aulas, escola cheia de gente, corredores lotados. Fui fazer meu primeiro xixi na universidade. Procurei a descarga, vi uma cordinha, puxei e o alarme disparou na maior altura. Sai do banheiro assustada, mas fazendo cara de "que foi isso, gente?" "quem foi?" "tem alguém passando mal? Onde?" e tinha segurança correndo pra todo lado! Fiquei com a sensação de que todos sabiam que tinha sido a estrangeira desavisada aqui. Mas, de qualquer maneira, fiz cara de paisagem.

Mais alguém ai viveu algo parecido?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Curiosidade: O café pendente

Foto feita em Genova ha alguns anos, no bar da estação ferroviaria

Entramos em uma pequena cafeteria, pedimos e nos sentamos à uma mesa. Logo entram duas pessoas: - Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes". 
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. 
Pergunto: - O que são esses “cafés pendentes”? 
E me dizem: - Espera e vai ver. 
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. 
Depois de um tempo, vêm três homens e pedem sete cafés: 
- Três são para nós, e quatro “pendentes”. Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. 
Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. 
Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. 
De repente, aparece na porta, um homem bem humilde, com roupas baratas e pergunta em voz baixa: 
- Vocês têm algum "café pendente"? 
Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo.

Voces ja tinham ouvido falar desse costume? Achei esse pequeno texto na internet, de autoria desconhecida, e achei interessante compartilhar, pois sei que é uma coisa que ainda se faz, principalmente em Nápoles. O que voces acham do gesto?

terça-feira, 22 de abril de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Carnaval em Modena


Aqui na Italia, Carnaval nao é sinonimo de feriado como no Brasil, mas nem por isso a festa deixa de ser comemorada. Aqui em Modena a festa foi na Piazza Grande e a bateria da minha camera acabou antes que ela estivesse lotada. Deu para fotografar só um pouquinho de gente chegando pra comemoração.

 













sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Apresentando Modena

Quem me segue no Instagram (segue lá: crismereu) já vem acompanhando há um certo tempo as minhas descobertas pelas ruas de Modena. Mas eu estava realmente ansiosa para escrever esse post, afinal, cheguei em outubro e ainda não registrei as primeiras impressões sobre minha nova cidade. Mas, agora que reuni um pouco de fotos feitas em caminhadas sem rumo pelas ruas modeneses, posso finalmente apresenta-la a voces. Vem comigo!  
Como eu já disse, antes de me transferir a Modena, estava muito curiosa quanto ao tamanho da cidade. Nunca vivi em uma cidade tão pequena e tinha certa dificuldade em imaginar como seria uma cidade de "apenas" 180 mil habitantes. [Sò para contextualizar, Modena está localizada na região Emilia Romanha e fica a menos de 40 km da sua capital, Bolonha]. 
O meu medo era de que a cidade fosse "morta", sem muitas opções de lazer, cultura e diversão. Mas, para a minha grata surpresa, encontrei uma cidade viva, com muita gente pelas ruas a pé ou de bicicleta e uma programação super vasta no campo da fotografia (podia ser melhor?). Além disso, os ìndices de violencia são baixíssimos e todo mundo parece conhecer todo mundo. Poder caminhar pelas ruas sem medo é algo que realmente não tem preço!
Uma outra surpresa foi a culinaria local. Aqui estou conhecendo pratos que não nunca havia comido em outras cidades da Italia, como o gnocco frito (algo muito similar ao nosso pastel) e a tigella (que voces veem na foto acima): uma massa feita da banha do porco com muito parmesão. Delicioso!
O sotaque também é algo bem diferente para mim. Principalmente se comparado ao milanes, com o qual eu ja estava mais que familiarizada. Por aqui ninguém entende as minhas gírias lombardas e eu também nao entendo certas expressoes romanholas. Nada que tenha gerado confusão, ao menos por enquanto, afinal a lingua é a mesma. Além do sotaque ser diferente, por aqui também se fala um dialeto local.
No mais, o ritmo de vida é bem diferente. O comércio fecha as portas depois do almoço como se ainda vivêssemos no século retrasado, as pessoas vão para todas as partes de bicicleta, mesmo de salto alto ou terno e gravata (mas se em Milão isso jà era normal, imagina em uma cidade menor!?) 

Na maior parte do tempo, é uma cidade muito silenciosa. Mesmo porque o transito no centro historico, onde moro, é limitado e isso proporciona uma tranquilidade surreal. Mas ao mesmo tempo, as ruas estão sempre cheias de gente, principalmente nos fins de semana.
Bom, é essa a sede dos meus novos projetos! E aì, o que acharam de Modena? Está aprovada?