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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Teatro Scala de Milão - Por que vale a pena conhecer?

Estudando na Università Cattolica del Sacro Cuore, tive a oportunidade de fazer passeios mais que especiais junto à minha turma, dentre eles, conhecer um dos mais famosos teatros da Itália, o Teatro Scala de Milão (ou La Scala) e de assistir a um concerto de musica clássica por lá. Foi de arrepiar! Para quem não sabe, eu adoro musica clássica! E na adolescência até me arrisquei no violino. Fiz aulas por dois anos, mas depois encostei ele na parede do quarto, onde esta até hoje. :(


O teatro se localiza na praça homônima, de fácil acesso passando por dentro da Galeria Vittorio Emanuelle II, foi inaugurado em agosto de 1778 depois que a imperatriz austríaca, que tinha Milão sob domínio na época, decretou a sua construção para substituir o teatro anterior, destruído em um incêndio. O teatro deve seu nome à igreja que antes se erguia no local Santa Maria alla Scala.



No Teatro Scala de Milão, luxo e requinte se destacam em cada ambiente e em cada detalhe. A planta do teatro em U e é composta de plateia, quatro níveis de camarotes e dois níveis de galerias. Além disso, o teatro oferece um palco enorme e uma acústica sensacional. Tons de dourado e vermelho estão por toda parte, além de um deslumbrante lustre em vidro de murano. A fachada, dessa obra neoclássica, também é linda de se ver, principalmente à noite!



O teatro é uma referência na Europa e muitas vezes, são necessários meses de antecedência às principais apresentações para que se achem ingressos. A dica é tentar com antecedência no site do Teatro Scala de Milão, e escolher entre as óperas, ballet’s, musicais e apresentações da Filarmônica della Scala, como eu vi, em sua programação.








Pelo Teatro Scala de Milão passaram compositores como Verdi, Toscanini e Puccini, tenores e sopranos como Maria Callas, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, Teresa Berganza, Joan Sutherland, Montserrat Caballé e José Carreras e bailarinos como Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev.

 


Teatro Scala de Milão

No site do teatro: www.teatroallascala.org, onde podem ser comprados tickets on-line com antecedência, e se informar também como se vestir para as apresentações.

Vai lá:
Teatro Scala de Milão
Praça Scala (Via Filodrammatici, 2)
Bilheterias:
Bilheteria Central – Duomo
Galleria del Sagrato – Praça Duomo
Bilheteria (noite) – Teatro alla Scala
Via Filodrammatici 2, 20121 Milano
biglietteria@teatroallascala.org

Museu Teatral do Scala
Largo Ghiringhelli 1
Piazza Scala
Preços:
Inteiro: € 6
O museu é aberto todos os dias, com exceção dos dias: 7 Dezembro, 24 Dezembro (a tarde), 25 e 26 e 31 Dezembro,  1 Janeiro, Páscoa, 1 Maio, 15 Agosto. Das 9 às 12:30 (última entrada às 12) e das 13.30 às 17.30 (última entrada às 17h) A sala poderá ser vista através de um dos camarotes exceto em caso de ensaios ou apresentações.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[Turismando] em Roma #2

A segunda parte do [Turismando] em Roma diz respeito a uma atração que não pode faltar em roteiro algum: o Vaticano e, mais especificamente, a Capela Sistina. E digo isso mesmo se você não for católico. O Museu do Vaticano está entre os mais lindos que já vi na vida, se não for o mais lindo, e concentra as mais importantes obras de arte. Confia em mim: vale a pena dedicar algumas horas para essa atração!


Vaticano
É uma loucura pensar que Roma abriga, em seu interior, um país que possui suas próprias leis. O Vaticano, é o menor estado do mundo e totalmente independente da Europa. Localiza-se no bairro do Prati, possui 836 habitantes e 44 hectares delimitados por grandes muralhas. Ali dentro encontram-se também a praça e Basílica de San Pietro, um complexo com diversos museus, conhecidos como Musei Vaticani, ou Museus do Vaticano (cuja origem remonta ao século XVI, quando o Papa Júlio II começou a colecionar esculturas).

 

Basílica de São Pedro 
A Basílica de São Pedro é onde o Papa aparece para cumprimentar os fiéis e turistas de todo o mundo. Eu visitei o Vaticano em uma quarta-feira de manhã e tive a oportunidade de ver o Papa discursando aos seus fiéis e acenando do seu Papamóvel. Nos dias em que ele aparece, torna-se também mais difícil o acesso aos museus, devido à legião de fiéis aglomerados em todos os espaços.


A Basílica é a maior igreja do mundo com uma área de 23.000 m² e recebe mais de 60.000 pessoas, sendo considerada um dos lugares mais sagrados do Cristianismo. A igreja abriga o túmulo de São Pedro embaixo do altar principal. Muitos dos outros papas também estão enterrados ali, inclusive João Paulo II, o mais visitado e adorado até hoje.

Sua construção começou em 1506 e terminou em 1626 e se deu, em parte, com o dinheiro obtido pela venda de indulgências. Foi construída no mesmo lugar onde São Pedro, um dos apóstolos de Jesus Cristo, o 1º Papa, foi crucificado ou queimado.
 

A Praça de São Pedro é aquela bem em frente à Basílica de São Pedro e foi projetada por Bernini no século XVII, tendo como base o estilo clássico, e também o barroco. Ao centro, existe um obelisco do Antigo Egito, de 40 m de altura, incluindo a base e a cruz do séc. XIII a.C., e foi trazido para Roma no reinado do imperador Nero


Museu do Vaticano
O museu é um dos mais importantes do mundo e divide-se por coleções de obras dos maiores artistas. São inúmeras, enormes e maravilhosas salas. E a principal fica mais no final da visita: a Capela Sistina, restaurada, para apreciar as maravilhas de afrescos como o "Último Julgamento" de Michelangelo. Lotada, e totalmente imperdível! Nessa sala, muitos guardas tentam limitar o numero de fotos e o uso do flash (que prejudica as obras), então é bom ficar atento e desligar o dispositivo para não sentir a "delicadeza" italiana retumbando bem no fundo dos ouvidos. 


No interior do museu, existem galerias dedicadas aos mais diversos estilos: arte etrusca, egípcia, uma seção dedicada a tapeçarias dos séculos XV ao XVII, um conjunto de quatro salas decoradas por Rafael (incluindo a clássica pintura Escola de Atenas) e outros pequenos museus históricos e etnológicos. 

Mas entre as partes mais significativas, a mais linda delas é mesmo a Capela Sistina, cujos fantásticos afrescos no teto, retratando cenas do Gênese, foram pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512. A beleza é tamanha que as pinturas das paredes laterais, feitas por mestres como Ghirlandaio e Botticelli, podem passar despercebidas. Lá estão os mais famosos afrescos de Michelangelo, como"A Criação de Adão". Na parede do fundo, um Jesus e a ira do Juízo Final.


Prepare-se para sair de lá com o pescoço duro, pois os afrescos do teto são simplesmente hipnotizantes! E tome cuidado para não trombar com outros turistas igualmente abobados. Além disso, esse é o lugar onde conclaves se reúnem para a eleição do novos papas. As imagens presentes nesse espaço valem todo o esforço para se chegar ao Vaticano: filas intermináveis, multidões de fiéis e os preços dos ingressos. É simplesmente magico!
 
Galeria dos Mapas é um longo corredor, decorado nas paredes e teto por cerca de 40 mapas produzidos por Ignazio Danti, representando os Estados Papais.


As Salas de Rafael surgiram quando o mestre renascentista Rafael Sanzio foi incumbido pelo papa Júlio II da redecoração de quatro aposentos. Entre os afrescos destaca-se A Escola de Atenas, de 1511, que mostra uma cena onde estão retratados filósofos como Aristóteles, Platão, Diógenes e Sócrates.

 


Para nao enfrentar as filas enormes para visitar o Vaticano, é possível comprar entradas para visitas guiadas pelo site Rome Museum. N
o último domingo do mês, a entrada é gratuita, dia em que museu abre excepcionalmente até as 12h30. É possível também comprar o ingresso na bilheteria do Museu ou online, clicando aqui. Existe também um tour VIP diário, pelo dobro do preço, para poucos participantes, em que é possível conhecer a Capela Sistina sem um mar de turistas (a entrada desse tour é liberada 15 minutos antes da entrada do restante do público). 

Para ver a primeira parte de [Turismando] em Roma, clica aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[Foto que conta história] #7: Veneza

Já falei várias vezes por aqui que Veneza é a minha cidade preferida na Itália. A cada vez que que a visito me sinto dentro de um filme de época. Dentro de um sonho realizado. Dentro daquela Itália com a qual tanto sonhei. Difícil descrever. Mesmo porque, cada uma das cinco vezes que estive por ali, encontrei emoções, paisagens e estações diferentes. A foto de hoje foi feita em agosto de 2011, quando passei um final de semana por lá para visitar a Bienal de Artes. Quando tudo estava incrivelmente colorido pelos dias de sol e flores na janela e eu nao conseguia parar de fotografar! Mais alguém já esteve por lá? O que achou?

Para ver todos os posts sobre Veneza, clica aqui.

Foto: Cristina Mereu

A série [Foto que conta história] surgiu quando eu estava organizando mais um back up e analisando as fotografias que fiz ao longo dos últimos anos. Fotografo incessantemente desde o inicio da faculdade (2003), mas não faz tanto tempo assim que começaram a me pagar por isso. Não foi só uma paixão que virou trabalho, mas também um hobby que nunca abandonei. Pensando nisso, resolvi criar essa série aqui no blog com fotos que fiz sem tanta pretensão, só mesmo para registrar o momento, mas que, toda vez que me deparo com elas, fazem-me reviver aquele momento em detalhes. Espero que gostem!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diferenças culturais | Estudar na Itália

Muita gente me escreve perguntando como é estudar na Italia. Por isso, resolvi listar as principais diferenças culturais que encontrei fazendo o master em Milão. 


Horário integral
O meu curso de pós graduação, chamado de master na Itália, era realizado 3 vezes por semana em horário integral, com uma hora de intervalo para almoço. Muitos outros cursos de pós graduação têm aula todos os dias em horário integral, o que pode ser bem corrido e pesado já que, ao final do curso, são realizadas as provas de todas as matérias que, não têm necessariamente a ver com o conteúdo apresentado em sala de aula e são baseadas sim em livros que o aluno tem de ler paralelamente a todas as outras atividades (provas, projetos, estágios, etc). Isso quer dizer que, além do tempo de estudo na universidade, em casa ainda tem mais algumas horinhas de muita dedicação


Muitas matérias, muitos professores e poucos alunos
Os conteúdos são dividios em módulos  e muitos deles duram duas ou três aulas/dias. Depois disso, muda-se o modulo e mudam-se os professores. Ou seja, quando você está começando a se acostumar com a pessoa, ela não volta mais à sala de aula. E chega mais novidade.  
As turmas, geralmente, têm no máximo 30 alunos. A minha tinha somente 12 (mas que, na Itália, corresponde a 50, pois todo mundo fala junto, muito e alto. Ahaha!).


Tratamento formal
Professor é tratado sempre na terceira pessoa. Existe uma diferença bem grande no modo de tratamento entre aluno e professor e isso exige muita atenção na hora de conjugar os verbos. Além disso, incluem-se mais “por favor, com licença, com a sua permissão e me desculpe” como interlocuções. Tudo muito respeitoso e com o devido distanciamento.


Notas
As provas valem 30, a media é 18 e, se você for muito bem, pode tirar "30 e lode", que seria o nosso 10 com louvor. Ou seja, você brilhou, parabéns! Pode sambar!


Exames orais
As provas finais podem ser escritas e orais. Mas, quase sempre, a oral não falta. No meu caso, fiz prova oral de TODAS as matérias. Não tive a sorte de nenhum professor abrir mão dela. Funciona assim: o professor marca o dia e a sala, chama cada aluno na ordem em que preferir, alfabética ou não, e o aluno tem um tempo estipulado para desenvolver um argumento baseado nas perguntas do professor que, por sua vez, faz referencias aos livros recomendados previamente.
A prova é feita face a face com o professor e, geralmente, com toda a classe como plateia sentadinha atrás de você.  Em uma palavra? PÂNICO.
Eu nunca havia feito prova oral na universidade antes. É uma sensação alucinante ter que assimilar conteúdo, idioma e estabilidade emocional, já que é muito importante conseguir passar confiança.



Segunda chance, recuperação ou “appello”
Caso o aluno não consiga a média suficiente para passar (isola, batendo na madeira três vezes, por favor), pode marcar uma segunda chance nos próximos meses, de acordo com o calendário da universidade. E passar por tudo isso novamente.

Tese
Após as provas, o aluno prepara uma “tesi”, ou “tesina”. Nada muito grande. A minha foi de 30 paginas. Cada aluno tem um orientador à disposição, para auxiliar no desenvolvimento do tema, na disposição dos capítulos e nas eventuais correções.
Acho importante dizer que se tem de levar em consideração que escrever 30 paginas em linguagem acadêmica em outra língua é bem diferente de escrever em sua própria língua. E isso interfere diretamente no tempo de dedicação aos estudos e no nível de estresse físico e emocional da pessoa.
No final do curso, faz-se a apresentação final. O aluno fala por 15 minutos, (podendo contar com um suporte multimídia - videos, slides, etc),  e uma banca examinadora avalia e questiona o trabalho. Mais uma vez, os colegas compõem a plateia, acompanhados também de seus familiares e amigos.

 

Estágio obrigatório
O meu curso previa um estágio obrigatório de 3 meses. Na Itália, é difícil encontrar estágios remunerados. Eu tive sorte e fui bem exigente, pois: 1 – por principio, não trabalho grátis, 2 – estava bem longe de casa, pagando aluguel caro e me mantendo sozinha, portanto não podia me dar ao luxo de trabalhar grátis, nem mesmo se quisesse (mas eu não queria! Ahaha!), 3 – queria ter uma experiência realmente legal e coerente à minha área, 4 – não brinco em serviço! Ahaha!
A própria Università Cattolica di Milano oferece auxilio na busca por estágio e tem um setor responsável por isso. Eles tem contatos com as maiores marcas e também com alguns programas de tv, revistas e jornais. O pessoal desse setor oferece suporte na elaboração do currículo, da carta de apresentação e em toda e qualquer orientação vocacional, como já falei em post sobre o estágio que fiz na Ralph Lauren. Para saber mais sobre esse estágio, clica aqui!


Mais alguém passou por uma experiencia parecida e notou diferenças culturais? Conta ai nos comentarios! 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[Turismando] em Roma #1


Apesar de ter sido umas das primeiras cidades que conheci na Itália, ainda não havia escrito sobre Roma por aqui. Talvez porque seja uma cidade tão magnifica, que fica difícil descrever somente com palavras e fotos. Talvez porque sejam tantas atrações, monumentos e particularidades, que eu não sabia como me organizar pra dividir isso tudo com vocês. Mas talvez seja também pelo fato de se tratar de uma cidade assim importante, que seria injusto um post incompleto ou que não transmitisse o que é essa cidade. E o que é essa cidade, minha gente?!


Estive lá em 2009 e em 2011 e diria que são precisos ao menos quatro dias para começar a entende-la e ver os seus principais pontos turísticos. São monumentos, fontes, parques, castelos, ruinas e historia por todos os lados. É como desbravar os livros de historia da sétima série ao vivo ou mergulhar em uma outra época que mistura também elementos modernos, como o metro e os ônibus. De qualquer maneira, se tem uma cidade que não pode faltar em qualquer roteiro à Itália, essa cidade certamente é Roma.

Na minha segunda vez ali pegamos um daqueles ônibus city tour (vermelhinho de dois andares, que tem em quase toda cidade, sabe?). Eu peguei esse ônibus em Roma, Florença e Budapeste e tenho que confessar que é uma ótima ideia! Isso porque você paga cerca de 20 euros pelo bilhete que vale todo o dia (dessa vez, peguei um de 48h) e ele oferece um percurso que passa por todos os pontos turísticos da cidade. A vantagem é que você pode descer e permanecer em determinado ponto o quanto quiser e, depois, pegar um outro ônibus da mesma companhia e seguir o percurso. Isso me ajudou a não perder nenhuma atração na cidade e otimizar meu tempo, já que geralmente faço muita coisa a pé e Roma tem realmente muita coisa para ver debaixo de um sol escaldante no verão. Outra vantagem é poder ouvir o áudio guia (disponível em quase todas as línguas) e conhecer a historia de cada ponto turístico em detalhes.

Coliseu
Uma das primeiras atrações em minha lista foi o Coliseu: imponente, majestoso e histórico. O coliseu é uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Começou a ser construído no ano 72 d.C pelo imperador Vespasiano e foi concluído por seu filho Tito em 80. Originalmente conhecido como Flavian Anfiteatro, o Coliseu foi construído com 80 entradas arqueadas, permitindo fácil acesso a 55 mil espectadores sentados. para assistirem aos gladiadores, normalmente escravos, prisioneiros de guerra ou condenados e animais selvagens como leões e tigres. A platéia vibrava e gritava. O monumento se encontra ao leste do Fórum Romano.



Aconselho que antes de entrar no Coliseu, você pegue o áudio guia, disponível em diversos idiomas, para escutar as varias curiosidades do local. A que mais me marcou foi, com certeza, o fato de o monumento também ter sido utilizado para batalhas navais. No seu interior foram organizados as chamadas “naumachie”: a arena era enchida de água, barcos e navegantes para a disputa de verdadeiras batalhas navais. Em seguida, a água era escorrida graças a poços internos.




Fontana di Trevi 

Esse é meu ponto preferido na cidade! De dia, de noite, de madrugada... é sempre linda! A maior e mais famosa fonte de Roma, construída em 1735 pelo arquiteto Salvi na época do papa Clemente XII. Foi na Fontana di Trevi que Anita Ekberg se refrescou junto a Marcello Mastroianni no filme "La Dolce Vita”, de Frederico Fellini. Cena clássica e inesquecível!
Dizem que jogar uma moedinha na Fontana faz com que você volte à cidade mais vezes. Comigo funcionou! Mais alguém já tentou?



Vittorio Emanuelle 
Esse maravilhoso monumento foi inaugurado no século 20, em homenagem ao primeiro Rei e unificador da Itália, Vittorio Emanuelle. O local é lindo e oferece uma das melhores vistas da cidade. Paga-se cerca de 10 euros para subir até último andar e eu garanto: vale a pena!






Piazza Navona
A Piazza Navona é uma das praças mais famosas de Roma, muito visitada tanto de dia quanto à noite, sempre lotada de turistas, restaurantes com mesas ao ar livre, artistas fazendo retratos e também alguns vendedores ambulantes. Na praça é possível admirar imponentes fontes como a Fontana dei Quattro Fiumi, esculpida por Bernini entre 1648 e 1651.

Desde 1920 é o endereço da Embaixada do Brasil em Roma, no Palácio Pamphili, construído em 1644.




Transporte
Metrô: O metrô de Roma é fácil de usar, embora eu tenha tido uma péssima impressão e utilizado apenas uma vez. Achei meio sujo, escuro e velho, mas estava acostumada com o padrão milanes e optei por ver a cidade do alto para admirar melhor a cidade.
De qualquer maneira, é preciso ficar atento como em toda cidade muito turistica.
O metrô romano apenas duas linhas: A e B, que atravessa a estação Termini.
Há trens das 5:30 h às 23:30 h todos os dias. Aos sábados até às 24:30h.
O ônibus 590 segue a mesma rota da linha A do metrô.

[Continua...]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

[Foto que conta história] #3 VicenzaOro

No inicinho da faculdade de jornalismo, eu achava que queria trabalhar no caderno policial. Mas bastaram algumas visitas à delegacia e outras subidas aos morros de BH para me lembrar que pisciano não consegue não sofrer com o sofrimento do outro. Ou seja, aquilo realmente não era pra mim e eu não podia continuar gastando metade do meu salário com a terapia. Daí me apaixonei pela Itália, pela fotografia, pela sociologia, pela antropologia e fui para Milão para juntar tudo isso num pacotinho só. Mas dai a vida me deu uma rasteira e me jogou com tudo na moda. Assim, de para quedas. Escolhendo por mim, sem que eu pudesse me dar conta, totalmente crua, que aquilo juntaria um monte de coisa que gosto, em um só trabalho. E por isso, a minha 3° foto da sessão [Foto que conta história] é de trabalho. Pois hoje o meu trabalho é ver e registrar coisas lindas pelo mundo, pra depois contar como foi. Com palavras e imagens. Continuo sem poder pagar a terapia, mas vejo coisas lindas o tempo todo. Foto feita em Vicenza, em 2014, em uma das maiores e mais importantes feiras de jóias do mundo, a Vicenzaoro.


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