segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

[Foto que conta história] #3 VicenzaOro

No inicinho da faculdade de jornalismo, eu achava que queria trabalhar no caderno policial. Mas bastaram algumas visitas à delegacia e outras subidas aos morros de BH para me lembrar que pisciano não consegue não sofrer com o sofrimento do outro. Ou seja, aquilo realmente não era pra mim e eu não podia continuar gastando metade do meu salário com a terapia. Daí me apaixonei pela Itália, pela fotografia, pela sociologia, pela antropologia e fui para Milão para juntar tudo isso num pacotinho só. Mas dai a vida me deu uma rasteira e me jogou com tudo na moda. Assim, de para quedas. Escolhendo por mim, sem que eu pudesse me dar conta, totalmente crua, que aquilo juntaria um monte de coisa que gosto, em um só trabalho. E por isso, a minha 3° foto da sessão [Foto que conta história] é de trabalho. Pois hoje o meu trabalho é ver e registrar coisas lindas pelo mundo, pra depois contar como foi. Com palavras e imagens. Continuo sem poder pagar a terapia, mas vejo coisas lindas o tempo todo. Foto feita em Vicenza, em 2014, em uma das maiores e mais importantes feiras de jóias do mundo, a Vicenzaoro.


Para ver mais sobre Vicenza, clique aqui.
Para ler mais sobre meu trabalho, clique aqui e aqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Voltar pro Brasil é:


- Ser considerada metida por esquecer algumas palavras e expressões em português;
Para algumas pessoas, é difícil levar em consideração que você passou os últimos anos da sua vida falando e raciocinando todo o tempo em outra língua. E isso incluía trabalhar, estudar, namorar, mandar e-mails, negociar com o gerente do banco, pedir aumento ao chefe, escolher planos de celular, internet, moradia, consultar o médico, pedir refeições, etc... Durante todo esse tempo a sua língua nativa passa a ser praticamente a sua segunda língua, já que é usada somente em poucos momentos do seu dia a dia, para falar com família e amigos brasileiros.

- Não saber mais como fazer certos procedimentos e trajetos;
Ha anos você não passa mais pelas mesmas ruas. A cidade mudou, as preferencias e rotatórias também. Outras coisas continuam as mesmas, mas como é que eram mesmo?

- Ouvir amigos e parentes comentarem que você está sotaque estrangeiro;
O português ficou destreinado. Por muito tempo você usou estruturas diferentes para construir frases. Expressões do pais adotado entraram para o seu cotidiano e tomaram conta de tudo. Até as piadinhas só fazem sentido no segundo idioma. Calma, com um pouquinho de tempo e paciência, tudo volta ao normal.

- Escutar comentários como: "La fora é tudo melhor, né?"
Não, gente! Como tudo na vida tem seu lado positivo e negativo, morar no exterior também.  Outros países podem oferecer serviços e paisagens incríveis, mas o mesmo também acontece por aqui. Não deixe o pessimismo tomar conta de você, pois nem sempre a grama do vizinho é mais verde. É preciso olhar tudo muito de pertinho para se notar belezas e defeitos de cada cultura e nação. Na dúvida, pondere. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[Foto que conta história] #2 Vanessa da Matta em Milão

A foto do dia foi feita no show da Vanessa da Matta em Milão, em 2012. O momento era muito especial, com companhias mais que queridas e com o coração cheio de saudade do Brasil.


Eram meus últimos dias em Milão e consegui unir amigas que moravam e trabalhavam comigo para conferir o show em um Festival de musica latina, que acontece todos os anos na cidade. Vanessa da Matta ficou conhecida na Italia quando lançou Boa Sorte / Good Luck com Ben Harper e, naquele ano, a musica já era bem conhecida.

Mesmo depois de um dia super cheio, após o trabalho-que-emendou-no-happy hour-que-emendou-no-show, nos divertimos muito! Cantamos e dançamos juntas a noite toda e nos divertimos até mesmo na corrida que foi para conseguir pegar o ultimo metro e voltar para a casa!

O sentimento era de estar me despedindo de uma das fases mais importantes da minha vida, que me fez crescer muito, descobrir mais sobre mim mesma e conhecer pessoas incriveis, amizades que vou levar pra vida toda.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Como usar: calça estampada

Elas conseguem deixar qualquer look mais interessante e acompanham situações mais despojadas ou formais. Deixam a produção mais colorida e, combinadas com camisas, blazers e acessorios, são uma das apostas para o verão 2015. 

Florais
Conferem um ar mais romantico à produção e se apresentam em estampas maiores e mais coloridas para o verão.
 

Étnicas
Misturam cores, grafismos e formas geométricas inspiradas em culturas diferentes. O resultado é exótico e super atual.
Animal print
Em diferentes padrões e cores,  o animal print ja não é mais tão fiel às suas formas originais e ganha um colorido todo especial.
Bicolores
Fácil de combinar e de levar ao trabalho, as estampas bicolores garantem seu espaço.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ronaldo Fraga no Centro de Referência da Moda em Belo Horizonte

Dia desses estive no Centro de Cultura de Belo Horizonte/Centro de Referência da Moda e conferi a mostra “Moda e Literatura por Ronaldo Fraga”. Vocês já estão cansados de saber que sou fã do estilista mineiro, mas a proposta de ver a moda caminhando junto à literatura me encheu ainda mais os olhos! A exposição é uma pequena retrospectiva de duas de suas famosas coleções em homenagem a grandes nomes da literatura: Drummond e Guimarães Rosa. A visita vale a pena, pois o espaço, além de ser lindo, em um palácio histórico bem no centro de BH, conta com um acervo de obras super interessante sobre moda e cultura em geral, em constante crescimento.






A exposição fica em cartaz até dezembro e pode ser vista gratuitamente às segundas, das 10h às 19h, e de terça a sexta, das 10h às 21h. O CRModa é um espaço da Fundação Municipal de Cultura e fica na Rua da Bahia, 1149 Centro - Belo Horizonte. Informações para o público: (31) 3277-4384

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

[Foto que conta história] #1: Basilicata

Estava aqui organizando mais um back up e analisando as fotografias que fiz ao longo desses anos. Fotografo incessantemente desde o inicio da faculdade (2003), mas não faz tanto tempo assim que começaram a me pagar por isso. Não foi só uma paixão que virou trabalho, mas também um hobby que nunca abandonei. Pensando nisso, resolvi criar essa série aqui no blog com fotos que fiz sem tanta pretensão, só mesmo para registrar o momento, mas que, toda vez que me deparo com elas, fazem-me reviver aquele momento em detalhes.


A foto de hoje foi feita em 2011, em um lugarejo do sul da Italia, daqueles em que todos se cumprimentam quando se cruzam pela rua, deixam as portas abertas, falam em dialeto e penduram a conta até mesmo para turistas. ‪#‎aconteceucomigo‬.
Difícil acreditar que lugares e pessoas assim ainda existam nos dias de hoje, mas olha, na Basilicata existem sim!
Cada morador que eu tentava fotografar, mesmo que de longe, me presenteava com um Buongiorno!, um aceno ou sorriso. Esse senhor parou, sorriu, perguntou de onde víamos e se estávamos gostando da região. Depois de um aperto de mãos, nos desejou um bom passeio e seguiu ladeira baixo com a sua bengala.

Ps.: Se eu ganhasse ao menos 1€ para cada velhinho simpático que ja fotografei por ai, estaria milionária!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lançamento Outono/Inverno 2015 Kodifik

Na semana passada, tive a oportunidade de conferir, em primeira mão, as novidades da Kodifik para o inverno 2015. O lançamento da coleção, aconteceu no Showroom Set Representações, em Belo Horizonte, e contou também com a presença da blogueira mineira (fofa!) Deborah Zandonna.
Fiz algumas fotos para dar o gostinho do que vem por ai, mas é somente uma amostra das minhas peças preferidas. 
Não quero estragar as surpresas da marca, mas a coleção trará várias tendencias bacanas! Daquelas que nos enchem os olhos. Bom, não vou falar mais nada! Seguem as fotos feitas por lá. Contem-me o que acharam! 
 



 Com a querida, Gilce, responsável pelo showroom
 
Totalmente in love por esse jacquard! <3 b="">


Sou suspeita para falar de blazers, mas esse floral também me conquistou!



 Com a linda Deborah Zandonna

As fotos desse post são da talentosa Anne Chaves.

E ai, curtiram as peças da nova coleção? O que também levariam pra casa?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Turismando em Mainau


Em um fim de semana de calor, aproveitei para conhecer, com uma turma de amigos, a tão falada "Ilha das Flores". A ilha, chamada, Mainau fica na fronteira da Alemanha com a Suíça e a Áustria, no lago de ConstançaSaímos de carro de Zurique e em menos de 2h estávamos na ilha. Mas a ilha também é acessível de barco ou ônibus. 
 
Na chegada a Mainau, há um grande estacionamento, de onde já podíamos avistar a bilheteria e uma lojinha de plantas e sementes locais.

 
Uma ponte dá acesso à ilha, dela pudemos ver a Schwedenkreuz, um crucifixo de bronze com mais de 400 anos. Antigamente, esta cruz ficava na igreja do palácio na ilha até a Guerra dos Trinta Anos, quando foi levada por soldados suecos. Mas dizem que, aparentemente, a cruz era muito pesada para que eles carregassem, então eles a afundaram no lago.

 
A ilha possui vários caminhos, todos bem sinalizados, como o “Rosa Selvagem” e “Arbusto de Rosas”. Obviamente nos perdemos varias vezes, completamente boquiabertos com a beleza do lugar.


Arbustos de animais cobertos de flores são uma atração à parte. Cada um mais lindo que o outro! A cada jardim que avistávamos: pausa pra fotos! 

Pela ilha existem várias estufas, em uma delas estão as orquídeas. Mais de 6000 espécies são cultivadas lá. Outra atração da ilha é o maior borboletário da Alemanha. Lá se encontram mais de 20 espécies diferentes de borboletas, que voam livres entre os visitantes, a rica vegetação natural, pontes, cascatas e lagos. 

Além da estufa de borboletas, há um mini-zoo com vários pequenos animais, e muitos deles podem ser alimentados pelos próprios turistas.


A ilha possui uma enorme diversidade de flores, árvores e plantas distribuídas em 45 hectares. Dentro do parque há também um castelo barroco do século XIII


Ainda de longe pudemos ver o castelo, que surge entre as copas das árvores. Ele pertenceu, durante 500 anos, aos cavaleiros da Ordem Teutônica, desde o século XIII, tendo sido restaurado pelo conde Bernadotte.

Em Mainau ainda existem outras atrações como a igreja do castelo, St. Marien e o jardim de roseiras italiano, criado em 1871 pelo grão-duque Frederico I. Do terraço do jardim de rosas italianas se pode ter um panorama incrível. #ficaadica
De junho a agosto, cerca de 9.000 roseiras de quase 400 tipos diferentes florescem por ali.


A Ilha oferece também restaurantes e lojas, para pausas estratégicas entre shopping e recarga das energias. Almoçamos muito bem por ali (eu pedi uma super salada, pois o calor estava demais!). Enquanto descansávamos no restaurante, aproveitamos para bater um papo, acompanhados de uma boa dose de cerveja e sobremesa de sorvete. 
 


Historia
A ilha era propriedade da abadia de Reichenau no século VIII. Em 1272 ela foi doada para a ordem teutônica de cavaleiros. Em 1806 a ilha foi anexada ao Grão-Ducado de Baden. Em 1857 o Grão-Duque Friedrich I comprou a ilha e a usou como residência de verão de 1857 até sua morte em 1907. O Duque criou um parque com várias plantas tropicais que comprava em suas viagens. Desde 1932 essa propriedade pertence ao conde Lennart Bernadotte (falecido em 2004) e sua fundação particular (desde 1974), onde sua filha, condessa Bettina, comanda tudo. O duque, que tinha parentesco com a família real sueca, tornou a ilha em um navio de flores.

Visitas
A cada ano, a ilha atrai mais de 1,7 milhões de visitantes. A fundação que a mantém usa os lucros do estacionamento e ingresso da ilha não só para financiar os jardins e manter os edifícios históricos, mas também para fins científicos, conservação e proteção do meio ambiente.


Em diversos pontos de Mainau, podíamos ver o dirigível Zeppelin, sobrevoando a ilha.


Funcionamento:

A ilha funciona de 15 de março até 20 de outubro das 10:00 às 19:00. 

Ingressos:
Adultos 17,50 euros; as crianças até 12 anos nao pagam; 
Estudantes maiores de 13 anos: 10,00 euros; 
Tickets para a família, pais e filhos até 15 anos: 36,00 euros. 
Os ingressos também sao vendidos online a fim de se evitar filas na portaria da ilha.


Dedicamos o dia inteiro para o passeio e, debaixo de um sol maravilhoso no verão alemão, devo dizer que ficamos bem cansados. A ilha é grande e aconselho disposiçao e tempo para curtir o passeio com a calma que esse lugar magico merece.  Mais alguém ai ja passou por la? O que achou?