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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[Turismando] no Rio de Janeiro

Todas as vezes em que estive no Rio de Janeiro foi para apresenta-lo a alguém. Fiz sempre os passeios turísticos e estou cada vez melhor em encaixar programas que apresentem, de maneira bem resumida, a cultura brasileira aos amigos gringos. Foi por isso que resolvi fazer esse  post, um roteiro de 3 dias para conhecer os principais pontos da capital carioca, ideal se é a sua primeira vez por la.

Pão de Açúcar:

Um dos passeios mais lindos na cidade maravilhosa: pegar o bondinho e admirar a vista do alto do Pão de Açúcar. La em cima sempre nos esperam miquinhos, turistas e famosos. Se puder ver o por do sol la de cima, eu garanto: é maravilhoso!

Cristo Redentor:

Geralmente, eu começo por aqui e depois sigo para o Pão de Açúcar. Para entrar no clima carioca, pegue o Trem do Corcovado. Ja tive sorte de estar no mesmo vagão do grupo de samba que toca por la e vai animando essa breve viagem. Do alto, é possível ver o Maracanã e grande parte da cidade.


Ipanema:

Na ultima vez em que estive na cidade, optei por ficar por aqui. Adoro o clima de Ipanema! Entre um passeio e outro, sempre dava um tempinho de passear pela orla, tomar um água de coco ou um açaí ou ver o por do sol sentada na areia. Sem falar que no bairro voce encontra tudo que precisa: mercado, banco, lojinhas e restaurantes. Dava pra fazer praticamente tudo a pé. Ir a Copacabana passear pelo calçadão, ir até o Forte de Copacabana visitar o Museu, a Confeitaria e ver a vista da tarde caindo a beira mar.


Confeitaria Colombo:

Esse é um programa que eu nunca abro mão: tomar café da manhã na Confeitaria Colombo. Não so porque tudo la é uma delicia, mas também porque so o lugar em si ja é um espetáculo à parte. Sem contar que a Confeitaria fica em uma parte super bonitinha do centro do Rio que vale a pena conhecer.


Lapa:

A Lapa é o ponto de encontro para tomar um chopp no fim da tarde e ja continuar a noite no samba. Estive no Rio Scenarium, que sempre tem alguma apresentação ao vivo, e na Gafieira Estudantina, onde dancei um bom forro pé de serra (que saudade eu estava disso!).


Escadaria Selaron:


Outra parada obrigatória. A escadaria é toda feita de azulejos de toda parte do mundo e o legal é observar cada detalhe, se perder em cada dizer e em cada ilustração.


Jardim Botanico:

Esse é um passeio para respirar ar puro, se sentir em meio à Mata Atlantica, conhecer um pouco da nossa flora e se deparar com micos, macacos, esquilos e siriemas.


Parque Lage:

Bem pertinho do Jardim Botanico, o Parque sempre tem mostras legais para se ver. Aproveite a mesma tarde para visita-lo. Além das mostras, o parque também conta com um restaurante, um aquário e muito verde!


Onde ficar:

Essa foi uma das opções mais bem localizadas e econômicas que encontrei. O Hostel Bonita Ipanema fica a poucos metros da praia, bem proximo ao mercado e a pontos de ônibus e metro. Não va esperando serviços de um hotel de luxo, pois se trata de um hostel. Os quartos são pequenos, mas limpos. O café da manha é gostoso, mas sem firulas. O pessoal é muito solicito e fala bem ingles. Enfim, eu indico.

E vocês, o que mais indicariam de interessante para se fazer em pouco tempo nessa cidade linda?

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

[Turismando] Um paraíso chamado Sardenha



Trata-se de um dos destinos mais belos e procurados durante o verão na Europa. E onde eu tenho a sorte de passar as minhas férias desde que vim morar na Itália graças ao meu querido avô que me deixou de herança origens e parentes mais que especiais residentes nesse paraíso. Aqui você encontra todo tipo de turismo: para quem procura badalação, o melhor destino é a Costa Esmeralda. Já quem quer adicionar pitadas de cultura e história às férias de verão, não pode deixar de conhecer a capital da ilha, Cagliari. E para os aventureiros não faltam opções: acampamentos, mergulho, agriturismo, grutas, parques ecológicos e muito contato com a natureza.
O meu roteiro se inicia em Porto Torres, onde se atracou às 6 horas da manhã o navio que partiu de Gênova às 22 horas do dia anterior. A passagem pode custar a partir de 40€ dependendo do tipo de acomodação (poltrona, cabine ou “passaggio ponte” – que seria o “viajar em pé”), o meio de transporte que você quer levar (moto ou carro) e, obrviamente, da época do ano escolhida para o embarque. 

O melhor período para visitar a Sardenha é de julho a setembro, meses mais quentes por lá. Sendo agosto o mês em que os 1,6 milhões de habitantes se triplicam com a chegada dos  turistas. De Porto Torres, sigo para Alghero, a quinta maior cidade da ilha, com cerca de 40 mil habitantes. Na região, visito as praias Le Calette, Maria Pia, Lazzaretto, Stintino, Bosa, La Dragunara, Argentiera,... O mar é transparente por toda parte e fica difícil eleger um lugar preferido.

O dia 15 de agosto é feriado em toda Itália, o chamado Ferragosto, e sou convidada para uma festa em uma praia onde só é possível chegar de carro, La Dragunara. Em meio ao silêncio da estrada torna-se difícil acreditar que cheguei mesmo ao lugar certo. Após descer por uma estradinha, encontro um movimento maior de pessoas, um bar e um dj à beira de um maravilhoso mar transparente. As pessoas dançam, bebem e e contam as estrelas cadentes.

Chuva de estrelas
Nos dias anteriores e posteriores ao Ferragosto é possível ver uma verdadeira chuva de estrelas cadentes no céu da Sardenha. A chuva tem seu pico no dia de San Lorenzo, 13 de agosto, e é bom estar com a lista de pedidos preparada, pois a chuva é incessante. Um dos espetáculos mais lindos que já vi!


Grutas e parques
Ainda na região de Alghero, é possível ver um dos mais lindos pôres-do-sol dentro do Parco naturale regionale di Porto Conte, que mistura tons de azul, roxo e laranja com uma paisagem incrível. 


Outro passeio que merece ser feito é à Gruta de Netuno, onde se pode chegar a pé, descendo pelas rochas 654 degraus, ou de barco, opção aconselhada para quem quer aproveitar a oportunidade e conhecer toda a costa, ou pra quem não se sente inspirado para subir tantos degraus após o passeio pela gruta, que tem aproximadamente 4 km de comprimento, dos quais apenas 100 m são abertos ao público. A chegada à gruta depende sempre das condições climáticas e agitação do mar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Turismando em Cinque Terre

O verão esse ano durou um pouquinho mais e foi a conta exata de cumprir mais um roteiro que eu ja tinha em mente desde que vim morar na Italia, mas nunca tinha insistido tanto na ideia quanto insisti esse ano.


Roteiro famoso entre os turistas que vem visitar a Italia de junho a setembro ou aqueles que escolhem o pais para a viagem de lua de mel, as Cinque Terre são cinco cidadezinhas (Riomaggiore, Corniglia, Manarola, Vernazza e Monterosso) construidas sob as montanhas da Liguria, em terras íngremes de frente a um mar transparente e um cenario totalmente surreal.

Desde 1997, o Parque Nacional das Cinque Terre é território protegido da UNESCO. Durante o verão, torna-se impossível acessar a area de carro. Opte pelos trens. Eu comecei o meu roteiro partindo de La Spezia. Segui a Via dell'Amore e fiz a trilha 2 por entre as montanhas.



Foram quilometros e quilometros em um visual espetacular. Até nos perdemos pela trilha 6 e 7 e fazermos ainda mais quilometros em vão. Hahaha! Nem liguei....

Na verdade, como um pedaço da trilha 2 havia desmoronado e estava fechado desde maio, foi preciso fazer um pequeno desvio, que se tornou enorme sem percebermos. Nada que não faça bem à saúde!

Romantismo por todas as partes, seja nos cadeados que levam nomes de casais fechados às grades, sejam nos corações ou até mesmo nas pichações nos muros.

Por cada vilarejo que passamos, cenas típicas italianas: varal e terceira idade pra todo lado, arquitetura adaptada às montanhas, as cores do verão em pleno outubro e a atmosfera da dolce vita...

Se voce nao quiser caminhar tanto, tem sempre a opção de pegar o trem de uma cidadezinha a outra, mas o detalhe é que assim voce perde o melhor da historia: o visual incrível entre vegetação e mar.


Haja fôlego para tanta subida. So nesse trecho, para chegar a Corniglia foram 382 degraus. Minha panturrilha manda um beijo!


Após nos perdemos e caminharmos cerca de 6 km, não conseguimos completar todo o percurso a pé e optamos por pegar o trem até a próxima cidade, Monterrosso, para nao deixar de ve-la mesmo que de noite. E posso garantir que valeu a pena!


Atualmente, a região esta sofrendo duramente as consequências do período de chuvas e eu sinto muitíssimo pelas pessoas que estão perdendo seus parentes e suas casas, além da destruição de um cenário tão lindo como esse. Esperamos que tudo isso acabe logo e que as Cinque Terre possam voltar a ser plano de fundo para momentos de romantismo, diversão e alegria novamente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Acabou-se o que era doce






Acabou-se o verão e ficou o gostinho de quero mais. Esse ano, fiz somente uma semana de férias na Sardenha, bem na semana em que nada funciona na Italia porque a italianada toda vai à praia (no feriado de 15 de agosto, chamado de Ferragosto).

Aproveitei a pausa no trabalho e também abandonei Milão. Foram nove dias de sol, mar, tranquilidade, repouso e muita paz. Os dias de férias foram economizados justamente para poder fazer as reais férias em dezembro como se deve: no Brasil, no calor, Natal em família, reveillon na praia e tudo mais que se tem direito, cercada de gente que me quer bem. Nao vejo a hora!!

Fico devendo um texto-guia-turistico para esse paraíso chamado Sardenha, onde felizmente o meu avo nasceu e para onde eu tenho a sorte de ir aproveitar os meus dias de sol na Italia.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Istambul 2: a missao

A segunda vez nessa cidade foi ainda mais surpreendente que a primeira. Como em ambas as vezes eu havia somente um fim de semana para ver muita coisa, acabei me dividindo assim:

Em janeiro visitei os principais pontos turísticos da cidade: mesquitas, palácios, praças, mercados e museus. Experimentei a culinária local (hummm!), fiz compras na grande liquidação que estava tendo na cidade e aprendi a andar de metro para todos os lados. No último dia havia planejado um passeio de barco pelo estreito de Bosforo, mas choveu, levando meus planos, literalmente, por água abaixo. Então visitei mais museus e monumentos e me conformei com a traição da meteorologia.

Não esperava voltar à cidade, mas é verão e cá estou eu diante de mais uma oportunidade de carimbar o passaporte. Sem deixar passar em branco, claro.

Então pesquisei o que eu poderia conhecer ali, que não houvesse já visto, e fui determinada e ver tudo dessa vez. Além do passeio de barco pelo Bosforo, de onde se pode ver a Torre Feminina e diversos pontos turísticos, é possível também chegar até a parte asiática da cidade e eu estava bem curiosa para conhecê-la. A ideia de visitar uma cidade que se divide entre dois continetes realmente me fascinava.

Mesquita de Eyüp Sultan



Vista de Mesquita de Eyüp Sultan




Na parte européia, encontrei uma cidade moderna, cosmopolita, civilizada e extremamente movimentada enquanto na parte asiatica, o cenario é bem diverso. Em Eminönü, num calor extremo subi uma montanha para conhecer as ruínas do castelo medieval Ceneviz, com uma vista deslumbrante para o estreito de Bosforo. Somente ali, na outra parte do contimente, me dei conta de quanto a cidade é enorme. Para completar o passeio, uma surpresa incrível: golfinhos turcos no mar! E apareceram três vezes, três! Inacreditável! Acho que já falei aqui, quando os vi pela primeira vez na vida, em Ilha Grande, o quanto sou apaixonada por eles, lembram?


Castelo medieval Ceneviz


Golfinhos turcos!



De noite, além da culinária turca que eu tanto gosto, pude experimentar também narguilé, que é aquele cachimbo longo em que se fumam diversos aromas. Eu escolhi maçã com hortelã e era muito bom. Embora eu tossisse mais que um velho tuberculoso.


Dessa vez, andei bem mais de taxi do que de metrô, tram e funicular. Já que a moeda (turkish lira) ajuda muito na hora do câmbio e torna tudo muito mais econômico, além de rápido. Por ali, a quantidade de taxis pelas ruas é impressionante.

Na viagem de ida, na revista da companhia aerea, eu havia visto uma foto maravilhosa, feita ao alto em que se podia ver o panorama de Istambul em toda sua grandeza e fiquei com a ideia fixa na cabeça: ver a cidade do alto e fazer fotos tão incríveis como aquela. Então visitei tanto a Torre de Galata e a Mesquita de Eyüp Sultan, situada na parte exterior das Muralhas de Constantinopla, junto ao Corno de Ouro, onde se chega através de um bondinho. E em nenhum dos dois pontos consegui fazer uma foto tão bonita como aquela que vi na revista. Não entendi ainda se é pura incopetência da fotógrafa ou se não achei o ponto certo em que a foto foi feita. Enfim. Segui em frente.

Do alto da Torre de Galata

Cemitério da Mesquita de Eyüp Sultan

No último dia, dediquei a mais um passeio de barco e fiz a rota das ilhas dos Principes, de Kabataş a Büyükada. O ponto final do barco é um dos pontos mais turísticos da cidade durante o verão, onde os turcos vão à praia pegar sol e se jogar no mar. Lotada de turistas que passeam de bicicleta e charrete, a ilha tem uma arquitetura toda em branco, com infinitas opções de bares e restaurantes de frente pro mar.
Além disso, no domingo ainda deu tempo de rever – de fora - os pontos turísticos que eu havia visto no inverno, como Santa Sofia e Mesquita Azul, e tomar um sorvete turco (hummm!) no Taksim antes de voltar para o hotel, arrumar a mala e correr pro aeroporto.  (Mas sobre a comilança turca da gordinha aqui, eu fico devendo um post especial!)


Büyükada
Taksim


Onde ficar:
Ramada Plaza