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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica [gordinha] em Milão

Para voce que pretende passar por aqui, tenho uma dica gordinha importante para passar: atras da Piazza Duomo, voce encontra essa espécie de lanchonete, chamada Luini, onde sao vendidos os panzerotti. Nada mais sao do que salgados, parecidos com pastéis, (tem também as versoes doces) com diversos recheios saborosos. Eu nao teria botado fé, até ver o tamanho da fila em frente ao local, que nao tem nem lugar pra sentar, mas realmente oferece delicias maravilhosas, nao caras, bem no centro de Milão. Aprovadissimo!



Vai la: Panificio Luini via S. Radegonda 16, Milano-Italy

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Turismando em Cinque Terre

O verão esse ano durou um pouquinho mais e foi a conta exata de cumprir mais um roteiro que eu ja tinha em mente desde que vim morar na Italia, mas nunca tinha insistido tanto na ideia quanto insisti esse ano.


Roteiro famoso entre os turistas que vem visitar a Italia de junho a setembro ou aqueles que escolhem o pais para a viagem de lua de mel, as Cinque Terre são cinco cidadezinhas (Riomaggiore, Corniglia, Manarola, Vernazza e Monterosso) construidas sob as montanhas da Liguria, em terras íngremes de frente a um mar transparente e um cenario totalmente surreal.

Desde 1997, o Parque Nacional das Cinque Terre é território protegido da UNESCO. Durante o verão, torna-se impossível acessar a area de carro. Opte pelos trens. Eu comecei o meu roteiro partindo de La Spezia. Segui a Via dell'Amore e fiz a trilha 2 por entre as montanhas.



Foram quilometros e quilometros em um visual espetacular. Até nos perdemos pela trilha 6 e 7 e fazermos ainda mais quilometros em vão. Hahaha! Nem liguei....

Na verdade, como um pedaço da trilha 2 havia desmoronado e estava fechado desde maio, foi preciso fazer um pequeno desvio, que se tornou enorme sem percebermos. Nada que não faça bem à saúde!

Romantismo por todas as partes, seja nos cadeados que levam nomes de casais fechados às grades, sejam nos corações ou até mesmo nas pichações nos muros.

Por cada vilarejo que passamos, cenas típicas italianas: varal e terceira idade pra todo lado, arquitetura adaptada às montanhas, as cores do verão em pleno outubro e a atmosfera da dolce vita...

Se voce nao quiser caminhar tanto, tem sempre a opção de pegar o trem de uma cidadezinha a outra, mas o detalhe é que assim voce perde o melhor da historia: o visual incrível entre vegetação e mar.


Haja fôlego para tanta subida. So nesse trecho, para chegar a Corniglia foram 382 degraus. Minha panturrilha manda um beijo!


Após nos perdemos e caminharmos cerca de 6 km, não conseguimos completar todo o percurso a pé e optamos por pegar o trem até a próxima cidade, Monterrosso, para nao deixar de ve-la mesmo que de noite. E posso garantir que valeu a pena!


Atualmente, a região esta sofrendo duramente as consequências do período de chuvas e eu sinto muitíssimo pelas pessoas que estão perdendo seus parentes e suas casas, além da destruição de um cenário tão lindo como esse. Esperamos que tudo isso acabe logo e que as Cinque Terre possam voltar a ser plano de fundo para momentos de romantismo, diversão e alegria novamente.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Acabou-se o que era doce






Acabou-se o verão e ficou o gostinho de quero mais. Esse ano, fiz somente uma semana de férias na Sardenha, bem na semana em que nada funciona na Italia porque a italianada toda vai à praia (no feriado de 15 de agosto, chamado de Ferragosto).

Aproveitei a pausa no trabalho e também abandonei Milão. Foram nove dias de sol, mar, tranquilidade, repouso e muita paz. Os dias de férias foram economizados justamente para poder fazer as reais férias em dezembro como se deve: no Brasil, no calor, Natal em família, reveillon na praia e tudo mais que se tem direito, cercada de gente que me quer bem. Nao vejo a hora!!

Fico devendo um texto-guia-turistico para esse paraíso chamado Sardenha, onde felizmente o meu avo nasceu e para onde eu tenho a sorte de ir aproveitar os meus dias de sol na Italia.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Istambul 2: a missao

A segunda vez nessa cidade foi ainda mais surpreendente que a primeira. Como em ambas as vezes eu havia somente um fim de semana para ver muita coisa, acabei me dividindo assim:

Em janeiro visitei os principais pontos turísticos da cidade: mesquitas, palácios, praças, mercados e museus. Experimentei a culinária local (hummm!), fiz compras na grande liquidação que estava tendo na cidade e aprendi a andar de metro para todos os lados. No último dia havia planejado um passeio de barco pelo estreito de Bosforo, mas choveu, levando meus planos, literalmente, por água abaixo. Então visitei mais museus e monumentos e me conformei com a traição da meteorologia.

Não esperava voltar à cidade, mas é verão e cá estou eu diante de mais uma oportunidade de carimbar o passaporte. Sem deixar passar em branco, claro.

Então pesquisei o que eu poderia conhecer ali, que não houvesse já visto, e fui determinada e ver tudo dessa vez. Além do passeio de barco pelo Bosforo, de onde se pode ver a Torre Feminina e diversos pontos turísticos, é possível também chegar até a parte asiática da cidade e eu estava bem curiosa para conhecê-la. A ideia de visitar uma cidade que se divide entre dois continetes realmente me fascinava.

Mesquita de Eyüp Sultan



Vista de Mesquita de Eyüp Sultan




Na parte européia, encontrei uma cidade moderna, cosmopolita, civilizada e extremamente movimentada enquanto na parte asiatica, o cenario é bem diverso. Em Eminönü, num calor extremo subi uma montanha para conhecer as ruínas do castelo medieval Ceneviz, com uma vista deslumbrante para o estreito de Bosforo. Somente ali, na outra parte do contimente, me dei conta de quanto a cidade é enorme. Para completar o passeio, uma surpresa incrível: golfinhos turcos no mar! E apareceram três vezes, três! Inacreditável! Acho que já falei aqui, quando os vi pela primeira vez na vida, em Ilha Grande, o quanto sou apaixonada por eles, lembram?


Castelo medieval Ceneviz


Golfinhos turcos!



De noite, além da culinária turca que eu tanto gosto, pude experimentar também narguilé, que é aquele cachimbo longo em que se fumam diversos aromas. Eu escolhi maçã com hortelã e era muito bom. Embora eu tossisse mais que um velho tuberculoso.


Dessa vez, andei bem mais de taxi do que de metrô, tram e funicular. Já que a moeda (turkish lira) ajuda muito na hora do câmbio e torna tudo muito mais econômico, além de rápido. Por ali, a quantidade de taxis pelas ruas é impressionante.

Na viagem de ida, na revista da companhia aerea, eu havia visto uma foto maravilhosa, feita ao alto em que se podia ver o panorama de Istambul em toda sua grandeza e fiquei com a ideia fixa na cabeça: ver a cidade do alto e fazer fotos tão incríveis como aquela. Então visitei tanto a Torre de Galata e a Mesquita de Eyüp Sultan, situada na parte exterior das Muralhas de Constantinopla, junto ao Corno de Ouro, onde se chega através de um bondinho. E em nenhum dos dois pontos consegui fazer uma foto tão bonita como aquela que vi na revista. Não entendi ainda se é pura incopetência da fotógrafa ou se não achei o ponto certo em que a foto foi feita. Enfim. Segui em frente.

Do alto da Torre de Galata

Cemitério da Mesquita de Eyüp Sultan

No último dia, dediquei a mais um passeio de barco e fiz a rota das ilhas dos Principes, de Kabataş a Büyükada. O ponto final do barco é um dos pontos mais turísticos da cidade durante o verão, onde os turcos vão à praia pegar sol e se jogar no mar. Lotada de turistas que passeam de bicicleta e charrete, a ilha tem uma arquitetura toda em branco, com infinitas opções de bares e restaurantes de frente pro mar.
Além disso, no domingo ainda deu tempo de rever – de fora - os pontos turísticos que eu havia visto no inverno, como Santa Sofia e Mesquita Azul, e tomar um sorvete turco (hummm!) no Taksim antes de voltar para o hotel, arrumar a mala e correr pro aeroporto.  (Mas sobre a comilança turca da gordinha aqui, eu fico devendo um post especial!)


Büyükada
Taksim


Onde ficar:
Ramada Plaza

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ah, o verão...


Desde que eu cheguei à Italia procurava um lugar, que de alguma maneira, me substituisse a Serra do CipóMacacos ou a Serra da Canastra. Eu sei, é coisa de mineira provinciana, que cresceu em meio à poluição e ao cimento de Belo Horizonte e que sempre aproveitou cada oportunidade, mesmo que durasse pouco, para se jogar em qualquer agua corrente que pudesse proporcionar uma maior resistência à espera em ver o mar (mesmo que somente uma vez ao ano (quando tudo ia realmente muito bem).

Mas minha vida por muito tempo foi assim; mesmo a mais remota possibilidade de passar o sábado ou o domingo nas cachoeiras de Minas era desfrutada ao máximo. Durante muitos anos frequentei os clubes de BH, as piscinas da escola,  de sítios de amigos e parentes, de uma maneira talmente dedicada que fui apelidada de "pretinha" e "peixinho" por varias e varias vezes. Mas foi so conquistar uma idade em que se compreende mais um pouquinho da vida, para tomar gosto em desbravar florestas matas e descobrir que, deixar o sedentarismo de lado, caminhar kilometros por trilhas estreitas e extremamente verdes para se chegar em algum lugar de visual deslumbrante, e com agua corrente, poderia valer muito a pena.

Sempre achei que a minha esperança em encontrar cachoeiras, ou qualquer coisa parecida, aqui na Italia, fosse uma coisa completamente lunática e remota, mas quando soube da existência dessa "praia", próxima a Piacenza, e a apenas 1 horinha de Milão pude voltar a acreditar que o so no verão as pessoas são realmente felizes como jamais serão no inverno em nenhum lugar do mundo.





PS: Para minha alegria, e mesmo que dure pouco, o verão esta apenas começando.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Turismando: Puglia

Voces tem que concordar comigo que o inverno por aqui dura tempo demais para uma brasileira. E basta começar a primavera para ficarmos de olho na previsão esperando um dia de sol para podermos nos mandar para a praia. Dia 2 de junho foi feriado, caiu numa quinta-feira e foi inevitável enforcar a sexta. Uma desculpa mais que perfeita para unir o útil ao agradável. E embora em Milão não parasse de chover, no sul da Italia o tempo era maravilhosamente favorável para tirar o mofo um descanso mais que merecido!


A Puglia é uma região no sul da Italia, bem ali no salto da bota, com 4 milhões de habitantes. A regiao faz fronteira com as regioes Molise, Capania e Basilicata e, ao sul, com o Mar Jônico e, a oeste e norte, com o Mar Adriático. A capital é Bari, mas o meu destino foi Lecce, com cerca de 800 mil habitantes.



Eu me apaixonei por Lecce, Além do centro historico ser lindo, a cidade é grande e tem vida. Muita gente nas ruas tomando sorvete, batendo papo e se organizando em direção à janta ou à balada da noite.



E eu, como nao podia deixar de ser, me encaminhei ao restaurante tipico local. A culinaria pugliese é famosa e eu estava curiosa para experimentar. 


Mas todo aquele papo sobre sol, mar e calor?!? 


Pois é, ali pertinho de Lecce, fica Gallipoli. Uma das praias mais bonitas e frequentadas da Italia no verão.



A região da Baia Verde é um dos pontos mais bonitos. Super aconselhado!





E para terminar o feriado renovada, no maior estilo #vaigordinha!