Mostrando postagens com marcador milano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador milano. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de janeiro de 2012

De volta à realidade

Dias e dias para conseguir colocar as coisas no lugar, desfazer as malas, lavar milhões de roupas, tirar poeira dos moveis, organizar as gavetas, limpar a casa, fazer super mercado... 

Retornar nunca é fácil, deixar tudo pra trás de novo, me deparar com uma vida imperfeita em que dividas e tormentos me acompanham, em que sobram obrigações e faltam diversões... Enfim,  eu nao estava preparada, mas estou de volta e precisando de coragem para encarar os próximos meses. A seguir, algumas fotos que fiz esses dias tentando me convencer de que ainda pode ser legal estar por aqui.










Foi mal o baixo astral. Boa semana pra voces!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dica gordinha em Milão... e minha relaçao com as redes sociais

Bom, quem me conhece sabe que eu sempre fui totalmente dependente da internet e de certas tecnologias. Daquelas que se emocionava ao ouvir o "oh-ow" de uma nova mensagem no ICQ e se sentiu triste ao troca-lo pelo MSN - e depois achou o máximo poder juntar todos os amigos no Jabber. Daquelas que se maravilhou a ser uma das primeiras a ter acesso a uma conta Gmail e à sua "infinita" capacidade. Daquelas que nao fez o menor esforço para estourar essa capacidade muito rapido. Daquelas que tem um blog desde sempre, que usou muito o Fotolog, Orkut, Facebook e Tumblr. Daquelas que é cadastrada em TODAS as redes sociais, que é geolocalizada em qualquer hemisfério, que ja arrumou emprego e muitos amigos pela internet, que bate papo com a família no Skype, enquanto instala uma nova app no Iphone, responde uma discussão profissional no Linkedin, Twitta qualquer besteira e posta uma foto no Instagram. Enfim, daquelas que, se bobear, nao vai nem à padaria sem estar conectada.

Deixando os exageros de lado, decidi que em 2012 vou usar todo esse vicio de maneira útil e hoje vim dividir com vocês algumas descobertas. Da ultima vez que o meu Foursquare me alertou sobre uma nova atualização, ele também me trouxe um aviso muito interessante mais ou menos assim: "Existem 30 promoções perto de você". Não precisa dizer que o coraçãozinho da pessoa até bateu mais rápido com a novidade, né? Dai fucei o programinha até descobrir o que me oferecia cada uma dessas promoções espalhadas por Milão...

E achei digno que a primeira a ser experimentada ao vivo seria essa:
Um pequeno café, localizado em uma zona nobre de Milão, que oferecia, em seu primeiro check-in ali, um cupcake minúsculo gratis. Uma maneira de atrair novos clientes e divulgar o local nas mídias sociais. Eu fui, consumi um chocolate quente pra acompanhar o brinde, avisei aos meus amigos para irem também e, de quebra, ainda estou fazendo publicidade por aqui. Atenção marcas, essa é ou nao é uma bela maneira de fazer publicidade grátis atualmente?! E é so uma delas...



Dà um desconto pra carinha amassada da pessoa em pleno sábado de manha?!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Dica [gordinha] em Milão

Para voce que pretende passar por aqui, tenho uma dica gordinha importante para passar: atras da Piazza Duomo, voce encontra essa espécie de lanchonete, chamada Luini, onde sao vendidos os panzerotti. Nada mais sao do que salgados, parecidos com pastéis, (tem também as versoes doces) com diversos recheios saborosos. Eu nao teria botado fé, até ver o tamanho da fila em frente ao local, que nao tem nem lugar pra sentar, mas realmente oferece delicias maravilhosas, nao caras, bem no centro de Milão. Aprovadissimo!



Vai la: Panificio Luini via S. Radegonda 16, Milano-Italy

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Meu look: Outono em Milão





Olha, esse ano eu realmente não posso reclamar. Hoje é dia 1° de novembro e me lembro que nessa mesma data, dois anos atras, eu estava no mesmo parque de hoje e o termometro marcava exato 0 grau, com sensação térmica de -5, ja que havia muita umidade e meus pés estavam congelados. Hoje a temperatura era de cerca 15 graus, e apesar do dia cinza, eu não precisei me esconder dentro de casa. O feriadão foi prolongado por aqui e eu so trabalho amanhã. Foram 4 dias em casa, comendo feito uma porquinha, cozinhando, descansando, vendo filmes de terror e comédias românticas... So sai de casa para engordar um pouquinho jantar com os amigos, almoçar com o namorado e passear pela cidade e pelo parque. Eu realmente precisava dessa pausa para controlar o grau de ansiedade em que eu estava... Melhor ainda é saber que a semana vai ser curta com apenas três dias de trabalho... Adoro trabalhar desde que escolhi a comunicação como profissão, mas não ha inspiração que venha sem que a gente saia da rotina, se desligue um pouco, relaxe a mente e veja coisas diferentes... E que venha novembro!

Shorts:  Bershka
Blusa: Pull and Bear
Jaqueta: Pimkie
Relogio: Casio
Bota: Timberland
Bolsa: Pimkie
Pashmina: comprada na Turquia

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Le fabbriche dei sogni

Até fevereiro de 2012 o Triennale Design Museum expõe um resumao do design italiano com a mostra Le fabbriche dei sogni. Trata-se de uma homenagem às pessoas, empresas e projetos que contribuiram a criar o design italiano desde o periodo pos-guerra até hoje. Na mostra é possivel ver as criaçoes dos designers mais famosos da Italia e do mundo.  Se voce estiver por aqui, nao deixa de conferir!





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nao vou sair [do pais] assim



Tenho recebido tantos e-mails de pessoas que chegam até mim através do blog que não tenho conseguido responder a todos. Por isso, sempre que eu tiver um tempinho, vou procurar escrever posts que esclareçam as dúvidas de todo mundo numa tacada só.  Eu já disse isso antes, mas na verdade, tenho feito muito menos do que eu realmente gostaria.

Muita gente me perguntou se vale a pena vir tentar a vida na Itália mesmo não tendo direito à cidadania, ou ao “permesso di soggiorno”.  Eu não sou nenhuma expert no assunto, pois vim para cá com o visto de estudo que durava um ano e, no meio tempo,  dei entrada no meu processo para obtenção da cidadania italiana (já que meu avô era italiano e eu tinha direito) e fiz tudo sozinha. Cheguei aqui preparada, com todos documentos autenticados, traduzidos e registrados em cartório. Como eu havia estudado italiano, em cada departamento público por onde eu passei, eu sabia me expressar tanto para esclarecer minhas dúvidas, quanto para falar bem alto que eu estava dando entrada em um processo ao qual eu tinha absolutamente direito e que ninguém estava me fazendo um favor, que era o trabalho deles, um direito meu e ponto final. Dito tudo isso, tudo deveria ter sido muito simples, mas não foi.

A Itália, teoricamente, é um país de primeiro mundo mas, na prática, é bem diferente. Houve muita divergência de informações, tempo perdido, burocracia e muita, mas muita ignorância. Gente mal informada, racista e preconceituosa por todos os lados. Mas nada nem ninguém ia me fazer desanimar de conquistar meus documentos e, assim, depois de um processo que durou 6 meses (e com a ajuda da minha tia italiana que me ensinou a falar mais alto, quando necessário), com muita paciência para contar a minha história de família para cada funcionário por qual eu tive que passar, eu obti o reconhecimento oficial das minhas origens. 

Nesses dois anos por aqui, eu conheci muitos brasileiros que moram na Itália, legalmente ou não, e posso dizer que para nenhum deles é/foi/será fácil. Um brasileiro que nunca saiu do país não faz ideia de quanto racismo exista na Europa. Simplesmente porque nós somos habituados a conviver com estrageiros há gerações e não nos diferenciamos tanto assim deles. Ok, países europeus como Itália, Portugal e Espanha estão sofrendo uma invasão enorme de estrangeiros ilegais e talvez isso seja realmente preocupante, mas o fato é que as pessoas já aprenderam a identificar cada um deles pela côr da pele, sotaque, modo de vestir, etc. Características insuficientes para estabelecer se uma pessoa é merecedora de respeito ou não. Enfim.

Certamente é uma das coisas que me deixam mais tristes por aqui é escutar as pessoas que julgam as outras baseando-se somente em sua origem. Existe o rótulo para os do leste europeu, para os latino-americanos, para os cineses, para os franceses, para os africanos, para os indianos, mas o mais absurdo é o preconceito entre os próprios italianos. Para mim, que venho de um estado que, só ele, já é maior que toda a Itália, e mesmo assim me reconheço/identifico/orgulho com um brasileiro que tenha nascido em qualquer lugar que ultrapasse as barreiras da minhas Minas Gerais e esteja entre o Oiapoque e o Chuí, é coisa aburda, ignorante e para gente de mente muito pequena mesmo discriminar alguém que nasceu a 20 km de você por qualquer que seja o motivo (diferença de dialeto, de vegetação ou tempero usado pela população vizinha na preparação de determinada sopa). Ah, me poupe, né? A cada 100 km existe alguma região que quer conquistar autonomia, que quer cultivar um dialeto criado somente para não ser entendido pelo vizinho, que diz não se identificar com a Itália seja pelas falcatruas cotidianas, pelo política corrupta ou pela polenta preparada mais mole ao norte do país ou mais dura ao sul. Sinceramente, quando uma região não tem problemas suficientes, precisa inventá-los. Eu odeio essa segmentação com todo o meu coraçãozinho e chego a me envergonhar dos meus 25% de italianidade nessas horas.

A verdade é essa: o processo de integração para um italiano do sul que veio viver no norte da Itália, já não é fácil, imagine para um estrangeiro. E tudo isso implica dificuldade para arranjar emprego, para fazer amizades, para convencer e conquistar pessoas em diversas situações e afeta também a auto-estima do emigrado. Se você não tem os documentos em ordem, tudo se complica ainda mais. Vai ter que se contentar com trabalhos de baixo nível (se conseguir encontrar um), sem contratos, sem estabilidade e com uma vida sem acesso à bella Italia que sempre vimos na novelas da Globo e nos filmes no cinema. 

Portanto, para você, que me perguntou se vale a pena viver na Itália sem os documentos necessários para tal, a minha resposta é absolutamente não. Reconheço as infinitas belezas, vantagens e maravilhas de viver na Itália, mas não me sinto nem um pouco confortável diante de preconceito e racismo destinados a quem quer que seja. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dias de parque: balloon

E' tão evidente o quanto as pessoas são mais felizes no verão, todos que saem para se encontrar, passear no parque, tomar sol na beira do lago, tomar sorvete... eu não quero nunca mais mudar de estação!





Blusa: Renner
Leggins: H&M
Tenis: All star
Relogio: Cassio

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Meu look: Hipodromo de Milao


Faz tempo que eu queria conhecer ao vivo o famoso Cavalo de Leonardo Da Vinci, no Hipodromo de San Siro, aqui em Milao. Mas quando a gente mora em uma cidade, fazer turismo na mesma nem sempre é prioridade, né?
Até que ontem eu estava de bobeira, com vontade de esticar as perninhas por ai e decidi ir até la. Nao me decepcionei. A escultura é enorme e apresenta uma riqueza de detalhes impressionante!
Leonardo projetou o seu cavalo em bronze em 1482, que deveria medir cerca de 7 metros de altura, mas devido a diversos problemas a obra foi reduzida e concluida somente em 1999 graças ao financiamento oferecido pelo proprietario de uma rede de supermercados americano, chamado Frederik Meijer. Se voce for passar por aqui, vale a pena visitar o Hipodromo, que fica exatamente em frente ao estadio San Siro.


Blazer: Mango
Malha da Minnie: Bershka
Leggins: Pimkie
Echarpe: H&M (departamento masculino)
Botas: Pittarello

segunda-feira, 28 de março de 2011

Festival de Design Publico II

A expectativa pelo Public Design Festival 2011 continua e, fuçando os registros do ano passado, encontrei mais um monte de fotos legais. Para entrar no clima!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Festival de Design Publico

Dia 12 começa a terceira ediçao do Public Design Festival e eu ja estou ansiosa para ver o que vai rolar esse ano. Trata-se de um dos eventos mais importantes da cidade e Milao se transforma completamente, as ruas ficam lotadas de gente de todas as partes do mundo que se  movimentam entre eventos gratuitos, exposiçoes, mostras, aperitivos, festas e muita criatividade por todo lado. A seguir algumas fotos, que eu fiz no ano passado, para nos preparar para o que estar por vir esse ano.