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sexta-feira, 7 de março de 2014

Carnaval em Milao


Quem me acompanha no Instagram (segue la: nao_vou_sair_assim) pode ver que essa semana estive a trabalho em Milão (olha minha cara de contente de ter que trabalhar em uma das minhas cidades preferidas no mundo =D ahaha) e, passando pela praça, deu pra registrar o carnaval da criançada por la também. 



Realmente chateada



Morrendo de amor 1




Morrendo de amor 2


Meus dias de folia foram todos trabalhando muito - e festejando meu aniversario - na capital mundial da moda e os seus, como foram?

Carnaval em Modena


Aqui na Italia, Carnaval nao é sinonimo de feriado como no Brasil, mas nem por isso a festa deixa de ser comemorada. Aqui em Modena a festa foi na Piazza Grande e a bateria da minha camera acabou antes que ela estivesse lotada. Deu para fotografar só um pouquinho de gente chegando pra comemoração.

 













sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Apresentando Modena

Quem me segue no Instagram (segue lá: crismereu) já vem acompanhando há um certo tempo as minhas descobertas pelas ruas de Modena. Mas eu estava realmente ansiosa para escrever esse post, afinal, cheguei em outubro e ainda não registrei as primeiras impressões sobre minha nova cidade. Mas, agora que reuni um pouco de fotos feitas em caminhadas sem rumo pelas ruas modeneses, posso finalmente apresenta-la a voces. Vem comigo!  
Como eu já disse, antes de me transferir a Modena, estava muito curiosa quanto ao tamanho da cidade. Nunca vivi em uma cidade tão pequena e tinha certa dificuldade em imaginar como seria uma cidade de "apenas" 180 mil habitantes. [Sò para contextualizar, Modena está localizada na região Emilia Romanha e fica a menos de 40 km da sua capital, Bolonha]. 
O meu medo era de que a cidade fosse "morta", sem muitas opções de lazer, cultura e diversão. Mas, para a minha grata surpresa, encontrei uma cidade viva, com muita gente pelas ruas a pé ou de bicicleta e uma programação super vasta no campo da fotografia (podia ser melhor?). Além disso, os ìndices de violencia são baixíssimos e todo mundo parece conhecer todo mundo. Poder caminhar pelas ruas sem medo é algo que realmente não tem preço!
Uma outra surpresa foi a culinaria local. Aqui estou conhecendo pratos que não nunca havia comido em outras cidades da Italia, como o gnocco frito (algo muito similar ao nosso pastel) e a tigella (que voces veem na foto acima): uma massa feita da banha do porco com muito parmesão. Delicioso!
O sotaque também é algo bem diferente para mim. Principalmente se comparado ao milanes, com o qual eu ja estava mais que familiarizada. Por aqui ninguém entende as minhas gírias lombardas e eu também nao entendo certas expressoes romanholas. Nada que tenha gerado confusão, ao menos por enquanto, afinal a lingua é a mesma. Além do sotaque ser diferente, por aqui também se fala um dialeto local.
No mais, o ritmo de vida é bem diferente. O comércio fecha as portas depois do almoço como se ainda vivêssemos no século retrasado, as pessoas vão para todas as partes de bicicleta, mesmo de salto alto ou terno e gravata (mas se em Milão isso jà era normal, imagina em uma cidade menor!?) 

Na maior parte do tempo, é uma cidade muito silenciosa. Mesmo porque o transito no centro historico, onde moro, é limitado e isso proporciona uma tranquilidade surreal. Mas ao mesmo tempo, as ruas estão sempre cheias de gente, principalmente nos fins de semana.
Bom, é essa a sede dos meus novos projetos! E aì, o que acharam de Modena? Está aprovada?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

De volta à Milão

Semana passada eu decidi ir até Milão me encontrar com as meninas da minha antiga casa, a Casa Piola. Apos o meu retorno, Piera e Selena ja tinham vindo me visitar em Modena, mas faltava reencontrar Julia, que agora estuda na Alemanha e vem à Italia somente em raras ocasiões para visitar a familia e o namorado. E foi uma dessas oportunidades que eu não poderia desperdiçar para finalmente rever as minhas tão queridas amigas de Milão.

Confesso que ao rever essa paisagem, que durante quatro anos da minha vida foi tão habitual, as lagrimas escorreram incessantemente. Não sei explicar a emoção que me invadiu, mas posso dizer que ter morado aqui com certeza me transformou.
Um dos motivos das lagrimas foi pensar em tudo que aprendi por aqui, todas as pessoas que conheci, tudo que enfrentei sozinha e o quanto eu cresci. Mas a emoção foi também por estar de volta apos tão pouco tempo, sendo que, quando fui embora, não imaginava que voltaria tão cedo a esse pais que eu gosto tanto.
Me senti sortuda por ter tido oportunidades tão raras, por ter encontrado pessoas tão especiais e por ter aproveitado tudo da melhor maneira que eu podia. Cinco anos atras eu não podia imaginar o quanto seria feliz em Milão e hoje eu sò tenho a agradecer.
Muita gente defende que Milão não é um bom lugar para se viver, mas eu não consigo não sorrir ao chegar nessa cidade. Além de acha-la linda, tem esse sentimento inexplicável que ela me desperta a cada vez que eu chego aqui. 

Não tive muito tempo para fazer tudo o que eu gostava de fazer por aqui, mas deu para rever os meus pontos turísticos preferidos, caminhar pelas lojas do centro, ver uma mostra de fotografia, tomar um chocolate quente na Grom e voltar a pé até a Casa Piola, jantar com as amigas italianas, lanchar com as amigas brasileiras no dia seguinte e distribuir muitos abraços por onde passei.

Tudo isso misturando o gostinho de um passado bem vivido, um presente cheio de saudade para matar e uma super ansiedade quanto ao futuro que está apenas me apresentando, mais uma vez, um mundo de novas possibilidades.
Com a sorte de poder contar com velhas companhias tão queridas.

Com os arancini siciliani di Carmelo.
Com o Strudel na sobremesa, tipico da região da Julia.

E entender que mesmo não estando mais na mesma casa, mesmo com a distancia e com o novo rumo de nossas vidas, a amizade permanece a mesma!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Diferenças culturais entre Brasil e Italia [na minha humilde opinião]

Faz tempo que eu queria escrever as minhas impressões sobre a Italia e os italianos, mas eu nunca gostei de generalizações. Não gosto da ideia de limitar, rotular ou definir algo mas é verdade também que certas diferenças culturais sempre me saltaram aos olhos. Fiz essa lista que voces conferem abaixo, mas gostaria de deixar bem claro que não é nada que se deva levar muito a sério, pois existem pessoas e situações muito diferentes das que eu encontrei na minha trajetória por aqui. Nada o que eu descrevi deve ser tido com verdade absoluta, mas somente como impressões de uma brasileira na Italia. Contem-me se concordam, discordam ou acrescentariam algo nos comentarios. Vou adorar saber!



Comportamento
As pessoas curtem muito mais o "faça você mesmo". Montam móveis, cuidam da horta, cozinham e limpam suas próprias casas.

Ter faxineira, empregada ou babá é considerado luxo.

Culinária é um assunto tão recorrente quanto futebol e política.

Italiano adora conversar. Não importa tanto o assunto. São interessados, curiosos e entusiasmados.

No cinema, os filmes são dublados e há um intervalo no meio da sessão para fazer xixi, comprar pipoca e fumar um cigarro. Eca!

Italianos fumam muito.

Em boates, restaurantes ou bares, todos se levantam para fumar lá fora mesmo com chuva ou neve. (E eu geralmente fico toda sozinha lá dentro para não ficar fedendo).

Embora haja praticamente uma igreja a cada 100m, eu nunca conheci tantos ateus como na Itália.

Também nunca tinha ouvido tantas blasfêmias. Tão absurdas, tão divertidas, tão recorrentes e em tão alto e bom tom.


É verdade que italiano fala alto, o que faz da Itália o país com o volume mais alto que eu já ouvi.

É comum ver mães xingando e batendo em seus filhos nas ruas (e isso me incomoda muito).

Italianos geralmente não fazem rodeios para lhe dizer o que querem lhe dizer. O que pode lhe assustar no inicio, mas se um trabalho não ficou bom, você ira escutar isso com todas as letras e provavelmente na frente de quem estiver presente.

Você provavelmente vai escutar muitas vezes que não entendeu porra nenhuma com a mesma delicadeza de um rinoceronte (non hai capito un cazzo), mas não se abale com isso. Tente de novo que está tudo bem e quem lhe disse isso já esta sorrindo e lhe explicando melhor.

Italianos não sabem respeitar filas.

Embora ainda haja muito racismo, mulheres e homens negros fazem muito sucesso entre os jovens.

Ainda há muito machismo por aqui.

Discutir arte com um italiano é, obviamente, desleal e ao mesmo tempo uma verdadeira aula.

Casamento e maternidade acontecem mais tarde por aqui. Geralmente depois dos 30.

Os italianos não saem da casa dos pais tão cedo, mas acho que isso todo mundo já sabe. São muito apegados a mamma.

Cidadania
Bicicleta é um meio de transporte respeitado.



No norte da Itália, quando o pedestre pisa na faixa, os carros param para que ele atravesse. (E eu não consigo deixar de sorrir e agradecer a cada vez. É muita gentileza!)
Ps. Não tente fazer isso em Roma ou Napoli. Eu quase morri várias vezes.

Cachorro é quase gente e pode pegar metrô, ônibus, entrar na farmácia, no banco e até em vários restaurantes.

Para passear com o cachorro pelas ruas e parques, tem que ir com o saquinho recolhendo o seu cocô.

Existem praças apropriadas e exclusivas para passear com cachorros. (Para evitar que crianças brinquem nos mesmos espaços).

Tem pessoas lendo em todos os cantos: ruas, praças, parques, cafés e meios de transporte.



Higiene
No bar ou na padaria, a mesma mão que pega seu dinheiro pega também o seu pão.

A agua da torneira é, quase sempre, potável.

Italianos tem mania de usar o bidê. E é a primeira coisa que eles vão reparar se tem ao entrar em um banheiro.

Seus rivais oficiais são os franceses (povo que, inclusive, aboliu os bidês em casa).

As pessoas soam o nariz com lenço de papel em todos os lugares sem pudores ou receio de fazer barulho. Para elas, é muito mais nojento ficar fungando do que soar logo o nariz.

Lenço de papel é item indispensável dentro da bolsa e terá sempre alguém lhe pedindo um. (Com cigarro e isqueiro acontece algo bem parecido).

Nas piscinas públicas é obrigatório usar touca sempre.

A acetona italiana danifica menos a pele, mas também não tira bem o esmalte.

Culinária



Culinária é um ótimo assunto para quebrar gelo. Italianos adoram falar de comida.

É comum perguntarem o que você comeu no almoço ou no jantar. E vão querer saber também como o prato foi preparado, os ingredientes usados, o tempo de cozimento, etc.

Pão se come com a mão acompanhando cada refeição e suas migalhas ficam em cima da mesa e não no prato.

Na pizzaria cada um pede uma pizza inteira (mais ou menos como a nossa média, porém com a massa bem fininha).

Cada um pede também a sua cerveja (de 300, 500 ou 700ml), que provavelmente vai ficar quente antes de acabar, mas é tão boa que mesmo quente ainda é boa.

Um almoço de domingo pode durar umas cinco horas e é composto de entrada (presuntos, queijos, brusquetas, etc), primeiro prato (massas), segundo prato (carnes), fruta, doce, grapa e café.

Comer massa todos os dias não significa comer sempre a mesma coisa. A variedade de formatos e molhos é inacreditável.

Embora não pareça, a comida daqui é mais leve que a brasileira.

Comer carne todo dia é muito caro.

Geralmente se bebe agua e vinho durante as refeições.
(Me olham estranho quando peço uma laranjada no restaurante).

Moda
As pessoas são realmente mais elegantes em qualquer época do ano.

Moda não é assunto só para mulher. Tem espaço na mídia, nas escolas e na mesa do bar.

As pessoas reparam cada mudança no visual e cada roupa nova e vão lhe dizer com sinceridade o que acharam.

Existem tipos de casaco praticamente pra cada dia do ano.

Os cortes de cabelo por aqui são tão modernos, mas tão modernos, que chegam a ser desnecessários.

É comum entre os homens fazer a sobrancelha.

É comum (e permitido) fazer bronzeamento artificial.

Economia e mercado de trabalho


Crise tem sido o assunto mais debatido por aqui desde 2008.

Quase todo mundo ganha mais ou menos o mesmo salário.

Viajar é tão barato que já passei as férias no mesmo lugar que meu chefe sem saber.

Os apartamentos para alugar geralmente já são mobiliados.

Quase todas as casas tem máquina de lavar louça. O que é muito amor.

Os italianos começam a trabalhar muito mais tarde que os brasileiros e são raríssimos os cursos noturnos. O que dificulta muito que você estude e trabalhe contemporaneamente.

As tarifas de telefonia são muito mais baratas e a internet muito mais veloz do que a brasileira.

Cigarros são bem mais caros que no Brasil e bebidas, como vodka e whisky, bem mais baratas.

Estudos
A frequência na universidade não é obrigatória, basta passar nas provas.

Muita gente fica muitos anos na faculdade em cursos que deveriam durar apenas 3 anos.

O sistema de ensino é dividido de maneira diferente do nosso. Um ano a mais na escola e faculdade de 3 ou 5 anos.

As faculdades italianas são menos praticas que as nossas.

Pós graduação se chama Master, Mestrado se chama Specialistica.

Clima
No inverno, às quatro da tarde já está escuro.

No inverno, as despesas aumentam muito devido ao aquecimento ligado o tempo todo.

Todos os lugares possuem aquecimento ou ar condicionado: meios de transporte, bares, restaurantes e quase todas as casas.

Restaurantes, bares, escolas e empresas tem cabides para pendurar os casacos logo na entrada para que você possa despir-se assim que entrar e não morrer de calor com o aquecimento.

Espaços
Talvez pelo fato de a Itália ter estações do ano bem definidas, o italiano tem uma relação muito diferente com espaços abertos e temperaturas favoráveis, de maneira que, nos dias mais quentes, tudo vira motivo para estar do lado de fora. Coloca-se a mesa de jantar no jardim, corre-se ao ar livre, pega-se sol no parque, vai-se de bike ao trabalho, etc.

A máquina de lavar geralmente fica no banheiro ou na cozinha. Quase ninguém tem área de serviço em casa.



Varais nas ruas ou do lado de fora da janela não é só cena de filme italiano, mas também da vida real.


Muitas casas tem vasos de flor do lado de fora ou nas janelas e ninguém os rouba.

A maioria dos prédios, devido à idade avançada, não foi projetada com garagem. Os carros ficam estacionados nas ruas.

Quase todas as pixações na Italia sao declarações de amor.

Segurança
Você pode andar com o smartphone, câmera fotográfica e chave do carro em mãos sem pânico.

Torcedores do Juventus são descriminados em quase toda Itália. Tenha cuidado ao usar a camisa do time, principalmente em Florença.

Saúde
Na Itália, todo mundo tem um médico de família, geralmente pertinho de casa, que lhe encaminha para a especialidade que você precisa.

Remédios são muito baratos e muitas vezes podem sair de graça apresentando a receita ao farmacêutico.

Distâncias
Italianos não são muito bons em geografia.

Muita gente pensa que a capital do Brasil seja Rio de Janeiro.

Toda a Itália é menor que Minas Gerais.

As noções de distância por aqui são bem diferentes das nossas. Eu acho normal sair de Milão de carro para passar um fim de semana em Napoli. Os italianos acham um absurdo.


É comum escutar alguém dizendo que vai dar um pulinho na Suiça à tarde, mas que volta para jantar.

Transporte


Existem trens que lhe levam a quase todos os lugares, embora nem sempre sejam velozes, limpos ou novos.

Em todos os pontos tem os horários e o itinerário do meios de transportes que param ali.

Quando neva, os trens costumam atrasar ou parar para evitar acidentes.

TV
As propagandas e os comerciais de TV subestimam a inteligência de qualquer ser humano.

Na TV, geralmente os filmes também são dublados.

Os dubladores italianos são os melhores do mundo.

Os jornalistas não usam TP, mas leem um papelzinho todo amassado e castigado.

Para ler, eles abaixam a cabeça e nos apresentam os mais variados couros cabeludos.

Muitas vezes, os jornalistas se vestem de maneira demasiadamente exuberante para apresentar o que deveria ser um jornalismo sério.

Imparcialidade talvez seja um conceito não estudado nas universidades de jornalismo da Itália.

É comum ver jornalistas expressarem a sua opinião, juízos e valores.

Existe muito sensacionalismo.

Um assassinato, estupro ou acidente é noticiado por meses.

Diferentemente do Brasil, aqui se pode noticiar casos de suicídio.

É comum ver repórteres que perguntam à uma mãe que acaba de perder um filho como ela se sente.

Resto do mundo
No aeroporto, a fila de embarque para os Estados Unidos é, quase sempre, a maior.

Não use ‘pizza, máfia e pasta’ como referencias italianas, mas também não fique com raiva por sermos lembrados como ‘futebol, mulher e praia’.


Apesar das diferenças, que eu diria que sao mais curiosidades do que realmente diferenças, os italianos sao um dos povos mais divertidos e inteligentes e merecem todo o nosso respeito. 

Ps. Todas as fotos deste post sao creditadas a Cristina Mereu. Favor comunicar intenção de uso previamente à utilização